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    • Seus filhos estão aí...

      Categorias: Assistência Social, Cidadania e Defesa de Direitos, Educação, Esporte e Lazer, Infância, Juventude, Responsabilidade Social, Saúde, Terceira Idade

      Sempre gostei de conversar e quando digo conversar, digo que é gostar de gente, porque quem gosta de gente conversa, e como!
      Converso na rua com todo mundo, com criança, com velho, com moço ou moça, conhecidos ou desconhecidos, todos eles sempre tem algo a acrescentar, a ensinar e por isso sempre que bateram à minha porta pedindo alguma coisa, além do “alguma coisa” ia uma conversinha: de onde veio, para onde vai, qual é a sua história, quais são seus sonhos, chora junto, presta atenção, serve mais um pouco e vai embora.
      Daí veio a necessidade de conversar com quem ninguém conversa, fiz capelania hospitalar, ouvia pessoas, crianças que a família deixava no hospital e nunca mais voltava para ver por medo da “doença ruim”. Ouvi velhinhos de todas as nacionalidades com histórias de 1900, os exageros, os medos dos adolescentes.
      Passei a contar histórias, chamava a garotada na rua, rodava desenhos em um mimiógrafo velho, criava danças, exagerava nas situações e a criançada ria, as mães passaram a colaborar, vinha docinho, refresco, tudo na calçada até aula de ginástica, música…fui criando amiguinhos.
      Amiguinhos que abriram o coração, fiquei dos filhos que batiam nas avós quando bebiam, nos tios que criavam rituais “estranhos” na hora de dormir para as meninas, do pedido de socorro, das dificuldades na escola (isso quando tinha escola).
      Vi que a necessidade era muito maior do que passar o tempo, era preciso mudar a história, o curso do rio, mas sozinha? Lembrei da minha mãe: você é uma cidadã do mundo, o que fizer aqui, reflete lá e fui com a cara e a coragem.
      Criei curso de alfabetização de adultos, dei aula de reforço, ensinei puericultura, fui prá favela ensinar noções de higiene e aproveitamento de alimentos, batalhei para recuperar drogados, tirei prostitutas da rua, ajudei um povo a recuperar sua identidade e principalmente sua dignidade.
      Fiz muito? que nada! Tem tanto prá se fazer, hoje junto forças com o grupo de voluntários do Itaú, organizados ´podemos mais, atuamos nos comitês, divulgamos causas e tenho certeza, mesmo que não nos conheçam, não nos vejam e nem saibam de onde veio a ajuda, conseguimos mudar a vida de jovens e crianças e vamos mudar mais.
      Nossos filhos estão por aí, nas esquinas, nas ruas, em qualquer canto esperando ajuda, a minha e a sua. Por isso é preciso fazer mais, muito mais.
      Porque enquanto há vida, há esperança. Depende apenas de nós.

    • Achamos que estamos doando, mas somos nós que estamos recebendo!

      Categorias: Arte e Cultura, Infância, Juventude, Responsabilidade Social

      Começarei a minha história falando um pouco sobre as doações eu que recebi:

      • O sorriso aberto e gostoso do Eduardo, de 3 meses, que parecia já esperar pela nossa visita;
      • O ar desconfiado da Dayane, de 1 ano, que aos poucos foi se rendendo ao nosso carinho, e quando fui embora, não queria mais voltar para o bercinho;
      • A imensa vontade da Yasmim, de 17 anos, de vencer na vida e conseguir a guarda dos irmãos que vivem em outro orfanato;
      • A timidez da Ianca, de 14 anos, que mesmo assim expressava um brilho imenso no olhar e uma atenção única para todos nós;
      • A felicidade incomparável do Thiago, de 8 meses, que acabou de descobrir os seus pezinhos

      Bom…há alguns anos já fazia trabalhos de arrecadação de Natal para crianças carentes. Com ajuda de familiares e amigos arrecadava kits de roupas, brinquedos e produtos de higiene pessoal para estas crianças sempre no Natal.
      Só que algo me incomodava e tinha a sensação que aquele sentimento de caridade só surgia quando estava próximo ao Natal, mas as pessoas precisam de ajuda durante o ano todo e nem sempre esta ajuda é material.

      Conheci o Lar das Crianças Casa do Caminho através de um contato telefônico para doação mensal e então questionei se poderia conhecer pessoalmente a casa e as crianças que ali viviam.

      A Casa do Caminho foi fundada há 22 anos por um grupo de amigos que queriam fazer algo para mudar a triste história de muitas crianças. Hoje esta casa (Unidade I) abriga 28 crianças que foram abandonadas pelos seus pais ou tiradas da guarda deles por sofrerem maus tratos. Elas residem nesta casa e dependem da ajuda dos outros para sobreviverem.

      Na primeira arrecadação fiquei surpresa com todo o carinho e apoio que recebi dos amigos da Itaucred (Sup. de Produtos) e tantos outros amigos aqui do banco que ajudaram. Conseguimos arrecadar todos os kits!

      No dia da entrega, eu achava que estava preparada para conhecer aquelas crianças. Fui até o lar. Chegando lá me senti presenteada com tanto amor que aquelas crianças tinham para entregar e o que emocionou de verdade foi um simples “OBRIGDADO TIA” do Gabriel de três aninhos, que resolveu me agradecer quando estava me despedindo para ir embora. Fui para o carro e ali chorei por aquele obrigado despretensioso e sincero, sem nenhum motivo visível naquele momento, pois a entrega dos presentes já tinha acontecido há muitas horas.

      ME APAIXONEI POR AQUELAS CRIANÇAS E HOJE EU E MEU ESPOSO FAZEMOS UM TRABALHO QUINZENAL NAQUELE LUGAR DANDO AULA DE MÚSICA PARA AQUELAS CRIANÇAS. A EXPERIÊNCIA FOI TÃO ÚNICA QUE SEMPRE TRAZEMOS UM DELES PARA NOSSA CASA NOS FINAIS DE SEMANA OU FERIADOS COMO FAMÍLIA DE APOIO E TEM SIDO INCRÍVEL.

      TODOS OS SÁBADOS ACHAMOS QUE ESTAMOS DOANDO UM POUCO DE NÓS, MAS NA VERDADE SOMOS NÓS QUE ESTAMOS RECEBENDO DOAÇÕES.

    • Encerradas as inscrições para o concurso Conte sua História

      Em Destaque: Notícias. Categorias: Responsabilidade Social

      O prazo para o envio de novas história terminou no último domingo, dia 19 junho. Mas você ainda pode participar da última votação do concurso, que acontecerá entre os dias 6 e 12 de julho. Fique ligado!

    • KID ROQUEIRO

      Categorias: Educação

      Em 2001 ingressei na Faculdade de Pedagogia em uma Universidade Federal, e logo no primeiro semestre foi exigido um trabalho de campo. Formado o grupo fomos a uma creche comunitaria e diante das necessidades daqueles pequeninos coloquei um desejo em meu coração, ensinar se divertindo e principalmente ouvir e respeitar as experiencias já trazidas por aquelas crianças tão novas de suas dificuldades em casa.Nascia alí o “Kid Roqueiro”. Desde então foram muitas as ações em igrejas, colégios, creches, comunidades carentes, etc, onde o Kid Roqueiro esteve presente. Em outubro de 2010, quando minha agência (Unibanco)migrou para Itaú conheci um pessoal super envolvido com ação voluntária. Em Março de 2011 fui apresentado pela Vanessa (Líder do GM Niterói-São Gonçalo)a esse grupo, começava alí mais um trabalho voluntário. Em abril fizemos uma ação em um asilo. Em maio o desafio era uma creche comunitária em São Gonçalo-RJ. Chegava a hora do “Kid” participar de sua primeira ação voluntária nesse GM. A missão do Kid Roqueiro não era nada fácil, divertir as crianças e ensinar a elas a importância da higiênie bucal.Começa a ação e “frio na barriga” aumenta.Entra em cena o Kid Roqueiro e depois do primeiro sorriso, pronto,a interação foi total.Depois de ficar todo lambusado por ter escovado os dentes de forma errada,Kid agora ensina as crianças a forma correta de se escovar os dentes, a prevenção as cáries, como usar o fio dental e a importância da visita regular a um dentista. Fim da apresentação, hora de servir o lanche as crianças e destribuir os brinquedos. Enquanto eu, Jorge Alexandre, agora fora do personagem “Kid Roqueiro” distribuia os lanches um questionamento me vinha a mente:“Será que as crianças gostaram”?Hora de ir embora, enquanto arrumava minha bolsa para partir uma criança corre ao meu encontro e me pregunta:“-Tio cadê aquele bonequinho que estava aqui?”, respondi: “-Ele já foi”, “poxa(completou o memino),queria tanto dizer a ele que gostei muito deste sábado e que ele é muito engraçado”.Naquele momento me faltaram palavras e sobraram lágrimas. Terminei de arrumar a bolsa e com um leve sorriso nos lábios disse em voz baixa:“Vamos Kid Roqueiro nos preprarar para próxima ação.”

    • é preciso acreditar !

      Categorias: Arte e Cultura, Educação, Infância

      Era uma vez, uma águia que se apaixou por um periquito…
      Já sei, você também deve estar se perguntando,mas como uma águia vai se apaixonar por um periquito? Pois é pessoal, para o Amor não existem barreiras, é só acreditar.
      O periquito falava juras de amor para á águia do tipo: águia, você é o grande amor da minha vida !
      A águia respondia: Você também periquito, eu nunca amei assim…
      E eles se viam todas as manhãs e todas as tardes para se entregarem a esse encantamento.
      Um dia, o periquito convidou a águia para sair a noite e para surpresa dele, ela não foi nada romântica, respondendo ríspida, não posso. Ele estranhou, mas não quis conversar naquele momento, pois percebeu que ela ficou perturbada.
      Os dias se passaram e eles não se viram mais nem de manhã e nem a tarde.
      O periquito muito triste, resolvel sair em busca da águia na floresta.
      Voou, voou e nada. Anoiteceu e ele não a encontrou.
      Começou a chover e o periquito cansado, com as asas todas molhadas não conseguia voar mais, resolveu então descer e ir andando mesmo.
      Mas por ser muito pequenino, conforme ele andava caia nas poças de água que pareciam enormes para seu tamanho.
      Quando de repente, ele ouve um barulho na mata e com o coraçaõzinho batento na guela, ele tenta alçar voo mas não consegue, porque está com as asas totalmente molhadas !
      Minha nossa ! pensa ele, como farei ?
      De repente outro barulho e um par de olhos no meio das folhagens, ele então tenta desesperadamente voar ao mesmo tempo que vai andando para tras…
      Bum!Aparece uma grande loba com grandes olhos, olhando e indo em sua direção !!!
      O periquito se ve encurralado, pois andando de costas não percebe que nas suas costas estava uma grande árvore e o probrezinho não consegue mais dar nenhum passo para trás e nem voar. ( e vocês loga pensam:porque as asas estavam molhadas ) é isso ai ! rs
      Quando a loba chega bem perto dele, para sua surpresa, ela não o ataca, pelo contrario olha bem fundo nos olhos dele.
      Ele então a reconhece. É você águia ? ela tenta responder, mas como esta em forma de loba,acaba uivando e o assustando.
      Ao ver que ele se assustou ela então balança apenas com o fucinho, na esperança que ele entenda que ela é a águi, mas com um feitiço que a transforma em loba a noite.
      Ele a reconhece…
      Minha querida águia, então é isso ? você está enfeitiçada ?
      Mas não importa minha amada, você continua sendo o grande amor da minha vida e sobe sobre um toco de árvore para poder com sua pequena asinha acariciá-la.
      Ela então se aproxima dele e com os olhos olhando-o bem profundamente pensa…
      Você também periquito, sempre sera o grande amor da minha vida mas…
      Minha fome é muito maiooooooorrrrr ! ( nhau come o periquito ).

      Brincadeira, esse é o final comédia, que faz as pessoas rirem e ficarem indignadas.

      O outro final, é quando eles se casam como aves e como não podem ter filhos adotam.

      É SÓ ACREDITAR !

      Fim !!!!

      essa historia em sempre conto para brincar com as pessaos, faze-las rir e depois mostar de forma lucida que precisamos sempre acreditar.
      è fantastico, porque a reação das pessoas é sempre a mesma, primeiro, ficam atentas querando saber como será o fim e depois quando falo qua a águia como o grande amos, a reação é cômica e as vezes quase me batem. rsrs

    • SER DIFERENTE NÃO É SER ERRADO

      Categorias: Cidadania e Defesa de Direitos, Educação, Infância, Pessoas com Deficiência

      Ao ser convidada pelo Itau Unibanco, para contar uma historia em uma escola da rede publica, a principio fiquei pensativa, pois até então minhas experiencias em contar historias sempre foi em creches, orfanatos e casas de apoio a crianças com cancêr. Mas aceitei o desafio com a condição de saber em que situação problema eu poderia utilizar uma historia para de alguma forma esclarecer ou ajudar a melhorar a situação problema detectada na escola em questão.
      foi quando surgio a ideia de falar sobre as diferenças ( inclusão ) não somente no contexto crianças com necessidades especiais, mas no que abrange também a exclusão em todos os sentidos. ( crianças que usam olculos fundo de garrafa, aparelho diferente, nariz diferente, cabelo diferente e etc).
      surge então a historia criada para esse fim com o nome de ser diferente não é ser errado.
      A historia tem os personagens: amigo diferente ( cabelo azul ), um cachorrinho de rua, crianças em fase de escola e professora.
      Tudo começa com a chegada do amigo diferente, com cabelo de cor diferente que tenta se inturmar mas é rejeitado pela grande maioria. O restante que tenta se aproximar fica com receio depois de receber criticas por dos alunos que rejeitaram.
      No momento do recreio, onde todas as crianças estão brincando, o garoto diferente, fica sentado na escada da escola sozinho, quando de repente Nala a cachorrinha de rua vem correndo em direção dele para espanto de todos os outros que eram loucos para ter contato com ela, mas ela não se aproximava deles.
      as crianças ficaram encantadas com a aproximação de Nala e queriam saber como o garoto diferente conseguiu que ela ficasse amiga dele. Ele então responde, que não sabia como, ela apenas veio correndo para o lado dele.
      Um dos garotos, ( o mais preconceituoso ) ficou muito sem jeito, pois pensava, como podia, ela se aproximar de uma garoto de cabelo azul, tão diferente de todo mundo !
      Foi quando a professora, percebendo o tulmulto, resolveu perguntar o que estava acontecendo.
      Todos queriam falar ao mesmo tempo, mas ela muito esperta percebeu que João o mais preconceituoso de todos estava apenas olhando meio afastado e resolveu chama-lo para explicar tudo.
      Ele explicou e ainda acrescentou que nçao entendia porque Nala não se aproximava deles, mas ficou amiga do diferente.
      A professora então sentou com todos em forma de roda e falou sobre a questão de ser diferente não é ser errado e que todos somos iguais, com sonhos, medos e tudo mais, independente de cor, credo, raça e etc.
      e para completar, falou sobre a questão de Nala se aproximar do diferente, pois viou nele o que de verdade importa. O CORAÇÃO.

      Bom ao final da historia, eu tinha levado um desejo para colorirem do desenho Lilo e Stity que mostra a amizade de uma menininha com um ET. ( uma graça o desenho ).para minha surpresa a historia repercutiu tanto, que quase fui amassda na entrega dos desenhos, sem falar no momento que começou todas as crianças quererem falar sobre o tema.

    • Venho relatar brevemente uma linda história de amor....de amor ao próximo:

      Categorias: Assistência Social, Juventude, Responsabilidade Social

      Quando criança acompanhava meus Pais e meus Avos em visitas aos asilos, orfanatos e leprosários, levando doações de roupas e alimentos e leitura.
      Na juventude também participava de um grupo de amigos que tocavam música em dezembro levando o espírito natalinho às pessoas sem famílias .
      Agora eu e a minha família participamos de uma ONG (Exército de Salvação) onde trabalho com toda a faixa etária, criando personagens, levando a alegria em forma de teatro/música/dança nas comunidades carentes de todo o Estado.
      Ajudando também na ajudas às vítimas de catástrofes (Ex.Bumba e Região Serrana)
      Ser voluntário é muito mais que um gesto de boa ação é a mais pura forma de expressão de amar ao próximo com a nós mesmo.


















    • UM NATAL INESQUECÍVEL E UM ANIVERSÁRIO CHEIO DE SURPRESAS...

      Categorias: Apoio à Gestão de Instituições, Assistência Social, Educação, Infância, Juventude, Responsabilidade Social

      No natal do ano passado a gerente do Emp 3 Angela Bueno(plataforma 8091 Santo André), incentivou alguns colegas a participar de uma ação solidária para a Instituição Casa Lar Ebénezer localizada na cidade de Santo André , sob CNPJ 02.723.731/0001-90.

      Naquela ocasião muitos funcionários participaram da ação doando um lindo kit embrulhado para presente com roupas, sapato, materiais de higiene pessoal, brinquedos e doces para inúmeras crianças de todas as idades que moram no abrigo.

      Eu, a Regina C. Vasques (gerente Emp 3) e a Ângela Bueno fomos entregar os presentes juntamente com o meu esposo Jorge Tirelli que se vestiu de papai Noel . A emoção foi inexplicável quando todas aquelas crianças receberam os presentes e brinquedos do “Papai Noel”… “Confesso que segurei o choro naquelas horas em que passei no abrigo… foi um sentimento muito forte gerado por uma emoção que não tem preço… que com toda certeza ficará guardado no meu coração por toda minha existência”.

      O Lar Ebenezer desde 1998 vem atuando na região de Santo André, acolhendo crianças que são vitimizadas, por meio de suas histórias de vida marcadas pelo abandono, maus tratos, abuso sexual, uso abusivo de drogas por parte de pais/madrastas ou padrastos.

      Me orgulho muito deste trabalho e das minhas amigas Ângela e Regina que possuem um coração voltado ao próximo e que jamais deixaram de participar na vida das crianças que ali estão, independente do Natal, dia das crianças , etc, demonstrando a sociedade o exercício da cidadania e o amor ao próximo.

      Sou grata em especial a minha amiga Regina Célia Vasques e seu esposo Marcio que com o trabalho solidário continuado, dedicação, paciência e amor ao próximo proporcionaram a pouco tempo um momento de muita alegria para a minha família ,levando duas crianças do abrigo (Agathata e Jefferson) na festa de aniversário de 3 aninhos do meu filho Gustavo Alencar Tirelli. A presença deles foi muito especial e emocionante para todas as crianças e convidados…

      Enfim, esta linda história realmente marcou as nossas vidas e continuará marcando … pois sempre que possível estamos presentes na vida dessas lindas e maravilhosas crianças…

    • Sou Voluntária

      Categorias: Assistência Social, Desenvolvimento Local, Infância, Juventude, Responsabilidade Social, Saúde, Terceira Idade

      Sou Voluntária

      Depoimento da Pâmela Regina dos Santos

      Desde sempre, através de minha família, participo de programas Voluntários.
      Esta é uma prática que minha mãe e avó mantém constante em suas vidas.
      Faço parte da Equipe de Voluntários de um Hospital Municipal de São Paulo.
      Esse Hospital fica na periferia da Cidade, com população muito carente, inclusive atende moradores de rua trazidos por policiais, bombeiros, etc.
      A função do Voluntariado é tornar a instituição mais acolhedora quando da estada dos pacientes e acompanhantes. A Equipe de Voluntários também “olha” para os colaboradores que também precisam ser cuidados.
      Esse Hospital é o primeiro Hospital Municipal com Certificação de Qualidade pela ONA – Organização Nacional de Acreditação e nós Voluntários contribuímos para essa Certificação, pelo fato de acolher todos que necessitam do serviço.
      Minha função dentro da Equipe alem de captar recursos é participar de Eventos em datas Comemorativas. Isto acontece todos os meses, como por exemplo: O Dia das Mães.

      Para que esses eventos aconteçam exitosamente, são entregues presentes com cartões contendo mensagens positivas, de reflexão e motivação, a todos pacientes/acompanhantes e colaboradores.

      Não temos hora para trabalhar em prol da comunidade. Quando chego em casa, após o trabalho, confecciono os presentes, quando esses são trabalhos com materiais recicláveis, empacoto, coloco cartões e ficam muito bonitos e interessantes.
      É um trabalho extremamente gratificante.

      Participei do Programa da Intranet “Programa São Paulo Saudavel”. Fui entrevistada ao vivo e falei sobre minhas experiências enquanto voluntária em Hospital Público. Foi um momento especial de reconhecimento do meu trabalho sendo transmitido para todas as Unidades da Rede Municipal, com cerca de 33.000 expectadores. Fiquei muito honrada. Foram entrevistadas as três gerações da minha família – minha avó, minha mãe e eu. Foi um momento muito especial.

      No dia das mães, dia 08 de maio deste ano (domingo) minha avó, minha mãe, meu noivo e eu estivemos no Hospital, em todos os setores e entregamos presentes às mães pacientes/acompanhantes e funcionárias com música ao violão e vozes.
      O presente quem ganhou fomos nós, pois a emoção tomou conta de todos e vimos principalmente pacientes e acompanhantes chorarem por ter o hospital lembrado da data muitas vezes esquecida pelos próprios familiares.

      Saímos do evento com a alma cheia de energias positivas pois:

      Quando alguém acende uma lâmpada, é o primeiro a se beneficiar com a sua luz.

      Fotografamos sempre todos os eventos registrando o bem que as pessoas nos fazem, pois o que fazemos é muito pouco diante da grandeza do carinho que recebemos.

    • Voluntariado – Palavra Mágica

      Categorias: Arte e Cultura, Assistência Social, Educação, Energia, Esporte e Lazer, Infância, Juventude, Responsabilidade Social, Segurança

      Meu nome é Elaine Regina, trabalho no SAC Corporativo Itaú.

      Voluntariado é uma palavra mágica que nos modifica, engrandece e enobrece. Entendo por voluntariado qualquer tipo de ação que você faz em benefício do próximo, sem esperar retorno para si mesmo. Isso vai desde ajudar alguém a atravessar uma rua, seja ele cego, idoso ou criança, dar passagem, ceder seu lugar a alguém que precise mais do que você, enfim, todos nós praticamos todos os dias alguma ação voluntária. Pensando na sensação agradável e na paz de espírito que sinto quando vivo uma dessas situações, senti a necessidade de fazer algo mais, um trabalho no qual eu tivesse que seguir uma rotina, um compromisso mais responsável com o meu próximo.

      Sendo assim, por volta do ano de 2003 entrei nessa magnífica benfeitoria da vida. Para iniciar me deparei com a sigla “MAESP” (Movimento de Assistência ao Encarcerado do Estado de São Paulo), que por sinal fica bem perto da minha casa. Confesso que a princípio fiquei um tanto apreensiva, sem saber por onde começar, mas logo percebi que eu poderia fazer alguma coisa de grande valia.

      O MAESP é uma instituição que abriga os filhos de encarcerados, portanto crianças para as quais o futuro é mais do que incerto, é mais do que utópico. Após o meu cadastramento e triagem na instituição, recebi autorização para retirar algumas crianças para passar o dia ou até mesmo o fim de semana comigo. Sendo assim, por um período, pelo menos uma vez no mês eu ia com meus filhos buscar essas crianças, e assim passávamos o dia juntos. Eu aproveitava para saciar a vontade daqueles pequenos com todos os passeios possíveis, como parques, Mc’Donalds, tirar foto com Papai Noel, cinemas. No final, de volta para a instituição, o difícil era saber quem estava mais feliz, se eu ou eles.

      Já por volta de 2006, através do Instituto Unibanco e Junior Achievement, iniciei um trabalho com jovens de escolas públicas. Nesse período eu já me sentia mais em casa em função da minha formação em Pedagogia. Cheguei a aplicar vários cursos de que os alunos adoravam participar, eles tinham como incentivo o direito às aulas com aplicação de jogos lúdicos adequados ao tema que estava sendo apresentado, apostilas e formatura com certificado, guloseimas e entrega dos canudos. Tive oportunidade de aplicar vários cursos: Economia Pessoal, Torneio de Decisões Empresariais, Empresa em Ação, As Vantagens de Permanecer na Escola, etc.

      Em 2007 participei de um novo projeto do Instituto Unibanco, o programa “Mentoria Jovem”. Esse programa tem como foco de atuação a orientação e acompanhamento de jovens que cursam o Ensino Médio nas escolas públicas com as quais o Instituto Unibanco atua. Um dos objetivos do programa é de que esses jovens aumentem o grau de escolaridade, desenvolvam experiências e habilidades básicas para o mundo do trabalho, desenvolvam o senso de responsabilidade, consciência socioambiental e financeira e, acima de tudo, que eles aprendam a desenvolver o valor do amanhã. Iniciei esse trabalho com três jovens e, como alguns acabam desistindo no meio do caminho, não foi diferente comigo, uma delas resolveu desistir depois de alguns encontros. Ela acreditava que, entrando para esse programa, logo conseguiria o primeiro emprego, como esse não era o objetivo principal do programa, ela não teve paciência para esperar. Já com as outras duas foi diferente, continuamos mantendo contato até hoje. Durante o programa visitamos museus, Bienal do Livro, cinema, USP, fizemos vários passeios como visita ao MASP, Casa das Rosas, Shopping Paulista, fizemos mesa redonda para discutir assuntos pertinentes ao programa e bate-papo com troca de experiências, e deliciosos lanches no fim de cada passeio.

      Criamos um vínculo tão forte que o programa, que teria duração de 1 ano, começou em 2007 e até hoje mantemos contato. Tanto as meninas como as mães sempre me procuram para conversar sobre alguma dificuldade ou até mesmo contar as novidades.

      Atualmente estou participando do programa Olimpíada de Língua Portuguesa da Fundação Itaú Social. Nesse programa atuo trocando correspondências com uma jovem de São Miguel dos Campos/AL. Ela estava entre as finalistas do programa “Escrevendo o Futuro”, é um programa bastante interessante.

      Atuo também como Contadora de Histórias para crianças e adolescentes em hospital, esse é um trabalho contagiante, que comecei em 2007 depois de quase um ano de curso pela Associação Viva e Deixe Viver, me formei e logo em seguida comecei a atuar. Quanto mais eu visito os pequenos, mais quero visitar, já faz parte da minha rotina. É maravilhoso poder levar atenção, imaginação e entretenimento para crianças que estão em um ambiente de dor e sofrimento.
      Bem, essa é a minha história…

      Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser que conte outra.


      Voluntários do Viva e Deixe Viver Confraternizando no Hospital..

      1º. Encontro Cultural do Mentoria Jovem, levei as meninas na Bienal do Livro.

      Ainda na Bienal.

      Uma Tarde no Cinema.

      Uma parada para o lanche na Fnac

      Visita no Museu de Arte Comtemporanea – USP.

      Visita no Museu de Anatomia da USP.

      Visita no Museu Oceanográfico

      Pinguíns do Museu Oceanográfico.

      Também ita no Museu oceanográfico.

      Bienal do Livro
    • A DIFERENÇA!

      Categorias: Juventude

      Em 2003, no Rio de Janeiro, iniciei minha participação voluntária no Instituto Unibanco e logo em seguida ingressei no projeto Junior Achievement do Brasil que já tinha o Unibanco como parceiro desde Julho de 2001.

      O programa consistia basicamente em explicar o funcionamento do mercado e das empresas num regime de livre iniciativa, visando a despertar o espírito empreendedor dos jovens expostos ao programa. Nosso Público-Alvo eram os estudantes do ensino fundamental e médio. Nos dois primeiros anos de aplicação, o programa atendeu a mais de mil alunos em seis escolas de São Paulo, graças ao trabalho voluntário de 111 funcionários do Unibanco.

      Em 2003, ano em que ingressei, foram beneficiados três mil e quinhentos estudantes em 18 escolas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife, com a participação de 281 voluntários.

      Ações: Palestras semanais sobre os temas “Introdução ao Mundo de Negócios”, “Nosso Mundo”, “Economia Pessoal” e “Empresa e Ação”. Oficinas de incentivo ao autodesenvolvimento, através da simulação de situações práticas relacionadas com a abertura de uma empresa, a administração do próprio orçamento e o comportamento adequado numa entrevista profissional. Avaliação, Pesquisa de satisfação e compreensão do programa entre os participantes.

      Curiosidade: Trabalhei com jovens que vinham de comunidades carentes em uma escola pública da Zona Norte do Rio de Janeiro (jovens de 12 a 14 anos) que tinham unicamente na nossa presença semanal (minha esposa também é voluntária e está sempre comigo nas ações) o exemplo e a esperança de serem cidadãos de bem e não traficantes, jogadores de futebol ou, no caso das meninas, engravidar de um marginal e selar as vida para sempre.

      Assim que vim para São Paulo também continuei no projeto e constatei em duas escolas públicas na zona leste que as dificuldades e desejos eram os mesmos e tive a imensa satisfação em poder dar a minha contribuição e acompanhar até a conquista de alguns em alcançar o seu primeiro emprego, fugindo totalmente das frias regras estabelecidas pela sociedade. Fato que mudará totalmente suas vidas e a minha também.

    • Eu tentei juro que tentei.

      Categorias: Assistência Social, Responsabilidade Social

      Eu tentei juro que tentei.
      Sou de família humilde, mas uma família que sempre me ensinou a ter respeito e a repartir o pão, portanto o exemplo que tive veio de dentro da minha casa.
      Meus pais faziam parte de um grupo espírita onde seguiam o Kardecismo e no local onde freqüentavam todo mês era feito arrecadação de alimentos nos bairros da cidade no qual eu ainda moleque já participava com o meu pai e demais membros do grupo, e estes alimentos arrecadados eram divididos as famílias carentes cadastradas no centro.
      Muito bem, afinal a história a ser relatada é a minha e não a dos meus pais, mas não acho justo, afinal eu tive que me espelhar em alguém para dar meus primeiros passos.
      Depois que me casei os compromissos e responsabilidades ficaram ainda maiores, mas isso não foi motivo para que eu parasse de ajudar de alguma forma as pessoas a minha volta.
      Foi então que cheguei à conclusão que gostaria de realizar alguma coisa de forma mais regrada.
      Eu tinha conhecimento de algumas famílias que estavam passando por dificuldades, então a minha primeira idéia foi procurar por amigos e conhecidos para que cada um de acordo com a possibilidade fizesse a doação de um item da cesta básica porem multiplicado por dez, ou seja, fulano doando a quantia de dez pacotes de farinha, este seria dividido por dez cestas. E assim aconteceu conseguimos todos os itens de uma boa cesta básica incluindo inclusive alguns itens de higiene e limpeza como, papel higiênico, sabonete, creme dental, sabão e detergente.
      Uma parte dos amigos que entrei em contato abraçou a causa junto comigo passando a ser voluntários e os demais colaboravam com os mantimentos e apos trinta dias a meta de montarmos 10 cestas básicas estava concluída.
      Foi concluído também o cadastro das dez famílias que iriam receber as cestas básicas, aquelas que eu já tinha conhecimento das necessidades e as demais que fui buscar aleatoriamente na periferia da cidade, mas sempre obedecendo a certo critério que foi determinado para a aquisição da cesta básica.
      Durante o mês arrecadávamos os mantimentos o que era guardado num cômodo que foi preparado para estocá-los e sempre no segundo sábado do mês fazíamos a montagem das cestas e no domingo saiamos em dois ou três carros para efetuar as entregas, onde sempre levamos também algumas balas, pirulitos e doces para as crianças, que sempre estavam ansiosas a nossa espera, assim como os adultos, pois como constatávamos a comida já havia acabado ou estava escassa.
      As doações foram aumentando por conta da divulgação dos próprios colaboradores e voluntários, passados aproximadamente seis meses já estávamos aumentando o numero de cestas e as doações passavam a chegar não só em mercadoria como também em dinheiro, então as coisas foram tomando outras proporções e sentimos a necessidade de oficializamos tudo o que até então estava sendo criado, e surgiu a APROFAM – Associação Pró Família, onde fui eleito o presidente, pois também era o fundador e os demais voluntários completavam o quadro da diretoria, o outro passo foi abrir uma conta bancária para que as doações caíssem direto em conta corrente, por conhecidencia a conta foi aberta no banco ITAÙ.
      Depois de um ano, a associação foi reconhecida como Utilidade Publica Municipal.
      Tínhamos um cadastro no Fórum da cidade onde as pequenas infrações ou delitos julgados e penalizados, chegavam até nós como alimento, esse alimento era recebido e a pessoa tinha que retornar ao Fórum para apresentar o recibo.
      Recebíamos um apoio muito grande da casa Maçônica da cidade na qual chegamos a utilizar por varias vezes o espaço da casa para eventos como almoço, jantar e bingo beneficente, assim como muitas doações feitas pela casa.
      Tive também um apoio muito grande de um amigo odontologista e este se prontificou a dar uma palestra de higiene bucal e em seguida o tratamento dentário gratuito para todas as crianças com no máximo 12 anos, e assim ele o fez.
      Tentávamos de todas as formas não deixar em branco as datas mais importantes promovendo campanhas que com muito esforço sempre tivemos sucesso.
      Na época da páscoa, todas as crianças ganhavam ovos de chocolate.
      No dia da criança chegamos a lotar dois ônibus, levamos lanches, refrigerantes e algumas guloseimas, e levamos as mães acompanhadas de seus filhos para um passeio no Zoológico em São Paulo, algo que foi indescritível, na realidade 90% incluindo as mães, via animais como gato, cachorro e alguns pássaros, e acreditem as mães vieram para ajudar a olhar seus filhos, mas tiveram que ser vigiadas, pois elas ficavam tão boquiabertas quanto eles ao ver tudo que estava diante dos olhos.
      No natal foi feito uma festa para as famílias em uma chácara doada por amigos onde puderam passar o dia brincando na piscina, campo de futebol, sala de jogos e outros, nunca se esquecendo de uma boa alimentação para passarem o dia, na mesma época chegamos a distribuir mais de 1.500 brinquedos entre as crianças cadastradas, não cadastradas inclusive em creche da cidade.
      No início do período escolar as crianças recebiam também parte do material escolar por intermédio da associação.
      Mais uma vez lembrando que, condução, brinquedos, material escolar, e roupas usadas e até novas enfim tudo vinha do esforço de toda a equipe para propiciar um pouco mais para essas famílias em dificuldade.
      Confesso que aprendi muito, a ver valores que eu não enxergava a valorizar outra que por mim passavam despercebidas, passava por nos famílias carentes pelo destino, por merecimento, por opção, por profissão e outras, mas tenham certeza que com cada uma delas consegui extrair muitos ensinamentos.
      Afinal a cesta básica foi uma porta para entrarmos nos lares aonde chegamos a atuar de diversas outras formas como acompanhamento escolar, palestra de higiene e limpeza, encaminhamento para retomar o mercado de trabalho, ajuda com medicamentos, acordo com farmácia para venda de remédios a preço de custo para famílias cadastradas na associação, sem contar que já estávamos entregando cesta básica para mais de 50 famílias, uma casa para acomodar a associação foi alugada se tornando a sede da associação e devido o numero de famílias cadastradas a retirada da cesta era feita na própria sede, onde na maioria das vezes eu estava presente.
      Finalmente ganhamos da Prefeitura Municipal de Jundiaí um terreno praticamente no centro da cidade com mais de 550m² para a construção da sede própria.
      Embora corrido, sempre dividi muito bem os meus compromissos sem misturar a associação com minha família e meu trabalho, mas tudo tem os altos e baixos e eu fiquei desempregado, tendo que priorizar o caminho para um novo emprego, foi então que os voluntários que estavam a minha volta não quiseram assumir certos compromissos e como eu estava sempre à frente de tudo, as coisas começaram a desandar e da mesma forma que um dia tudo foi se realizando, cheguei a trabalhar por conta, pois não consegui retomar o mercado, tentei de todas as formas manterem tudo nos trilhos, mas foi inevitável, e o que foi construído no decorrer de cinco anos, em um ano e meio foi se definhando e acabou.
      Hoje pratico a caridade ajudando de outra forma, mas isso faz parte de outra historia, ficou sim a saudades de muitos momentos de alegria, o sorriso no rosto das crianças, das mães, a satisfação do dever cumprido e muitas emoções movidas por muitas lágrimas.
      As coisas estão diante de nossos olhos, resta apenas querer enxergar e mediante aos fatos tomar uma atitude, acredito até que a maioria das pessoas enxerga, mas é a minoria que tomam atitudes para mudar o curso dos acontecimentos, e é uma pena que isso se torna mais freqüente a cada dia, pois as pessoas estão cada vez mais individualistas.
      Talvez a minha missão tenha sido apenas por um determinado tempo, pois outras estavam a minha espera no meu caminho.
      Mas uma coisa eu garanto, acredito que eu tenha sido um pouco útil pelo período que me foi permitido.
      Temos dois dias de nossas vidas em que nada podemos fazer, um é o ontem e o outro o amanhã, portanto vamos viver com intensidade o hoje, vamos procurar fazer o melhor para nós não se esquecendo de quem está a nossa volta.

    • Esta Terapia é animal !!!

      Categorias: Proteção aos Animais

      Regina Celis Rodrigues Savoia – São Paulo (SP) – Área de Tecnologia

      Cachorreira. É bem assim que me sinto. Há quase três anos perdi meu querido Husky Siberiano Kauê, de velhice mesmo. Ele já era filho de meu outro Husky, Vallery, que também viveu 16 anos. Eles cresceram em casa, com quintal, sol, espaço pra correr, portão pra quebrar e fugir, gatos pra perseguir… essas coisas de cachorros. Como o quintal era grande, montava pra eles a piscininha do meu filho. E nos dias de verão os dois entravam e “cavavam” toda a água de dentro pra fora da piscina. Alguns anos atrás mudei para um apartamento e nessa época só o Kauezinho foi comigo. Já tinha oito anos. Sinto que não foi o melhor pra ele, mas eu o queria perto de mim, apesar da falta de espaço. Deve ter sido bom, porque ele viveu ainda mais oito bons anos. Bem cuidado, bem alimentado, bem mimado, passeando muito, com todo carinho, até que teve um derrame e depois de dois meses na cama ele… foi embora. Graças a Deus, no tempo dele. Sozinho. Quer dizer, comigo e com meu filho junto dele. Mas não precisei colocá-lo para “dormir”. Não teria coragem jamais. A veterinária dele também é contra a eutanásia. Eu ainda estou de luto. E, nesse luto, uma amiga me retransmitiu um e-mail do banco com o seguinte título: “Esta ação é animal”. Gostei, aceitei e fui assistir à palestra no CEIC num sábado de manhã. Bastante educativa. Havia dois profissionais do Instituto de Zoonose que esclareceram um tabu enorme que toma conta da cidade toda: “a malfadada carrocinha”. Foi ótimo conhecer o trabalho desses agentes da Zoonose. Acabei por entender que a “carrocinha” foi e é um mal necessário para controlar a epidemia de raiva que assolou nossa cidade em décadas passadas, mas graças a um trabalho incessante de agentes foi totalmente erradicada. Hoje está sob controle. Uma cidade grande como a nossa, com uma população crescente e, infelizmente, desinformada. Tenho certeza de que muitos de nós não temos a menor noção do que vem a ser o trabalho das Zoonoses. Fiquei sabendo que a partir de 2008, devido à aprovação de uma lei da câmera dos vereadores de São Paulo, é proibido eutanasiar animais sadios. Ou seja, os animais que são resgatados na rua e estão sadios são tratados, castrados, vermifugados, recebem registros e vão para adoção. Enquanto estão na espera de um lar, são alimentados, banhados, cuidados e precisam passear. Fazer exercícios. Aí entra a Fundação do Banco e o Voluntariado. Bem, me inteirei dos trabalhos, assisti a várias palestras e começou meu “treino” para me tornar “voluntária”, ou melhor, “passeadora de cães”. Beleza! Pensei: “Consegui um trabalhinho voluntário com os cães. Vou participar todos os domingos da “Cãominhada”. Levarei os bichos pra passear e dar muitos beijos, abraços, pegar no colo, carinho”. Não é nada disso… O trabalho é muito sério. Tive de aprender o que pode e o que não pode fazer com o cãozinho, nem todo carinho é bem-vindo pra aqueles que foram “catados” na rua, perseguidos, laçados, assustados. É um trabalho de formiguinha mesmo. Conquistar aos poucos a confiança deles. Cada um tem uma personalidade, uma história de vida. Tem até a terapia do abraço. Os voluntários mais antigos, com mais prática na Zoonose, mais preparados, fazem a terapia com os cães que precisam de “abraço”. É lindo! Cada manhã de domingo pra mim é uma festa. Vou pra lá e o latido da bicharada é uma delícia. Parece que eles falam: “Hoje é domingo… vou passear… oba … me leva … oi, eu tô aqui”. Que alegria. O barulho dos latidos é ensurdecedor. Mas, pra quem é “cachorreira”, é música da melhor qualidade… Tem um cão lindo, grande sabujo, parece um perdigueiro. Dócil, manso, aceita carinho de todo mundo. Bem, o nome dele é Sultão. Recentemente trocamos o nome dele para Cesar Cielo. No alto verão de janeiro/fevereiro, naquele calor de 30ºC, colocamos algumas bacias cheias d’água pra cachorrada se refrescar. Quando o Sultão chegava perto das “piscinas” ele dava um verdadeiro SHOW. Ele é muito grandão, patas grandes, não cabe nas bacias. Mas ele não quer nem saber. Entra todinho e tira toda a água de dentro, joga água em todo mundo. “A piscina é só minha!” Um verdadeiro Cesar Cielo de 4 patas. Com todo respeito… Que festa… Que maravilha… E adivinhem de quem eu me lembro nessas horas? Dos meus queridos Huskies…

      Minha gratidão é imensa pela oportunidade que a Fundação me deu de encontrar um trabalho tão gratificante e abençoado.

    • UM ENCONTRO INESPERADO

      Categorias: Juventude, Desenvolvimento Local, Assistência Social, Terceira Idade

      UM ENCONTRO INESPERADO
      Eu tive o privilégio de conhecer o trabalho voluntário á quase dois anos atrás. Não posso calcular o quanto me sinto diferente como ser humano depois de alguns projetos voluntários que desde então continuo a fazer. Bom, essa história começa em junho de 2009 em um sábado à tarde.

      Naquele dia eu acordei cedo, fui para a aula de inglês e em seguida para a aula de teatro no centro da cidade. Logo após a minha aula de teatro ter terminado eu já estava na rua Barão de Itapetininga localizada na região central para voltar pra casa quando de repente eu me deparo com um colega de escola do ensino médio no meio daquela rua tão movimentada.


      -Oi Mateus, como você está?
      - Estou bem Bruno, e vc?
      -Ótimo! Você está vindo de algum lugar?
      -Sim! Acabei de sair da aula de Teatro do Espro.
      -Ah que legal, então me acompanhe. Iremos voltar para aquele prédio, vem comigo.


      Neste momento eu fiquei meio confuso e curioso ao mesmo tempo. Ele queria que eu voltasse para o prédio que onde eu tive a aula de teatro mas disse que eu iria conhecer algumas pessoas em uma determinada sala de reunião. Eu senti um pouco de medo também, confesso.
      Embora tenha achado um pouco estranho esse convite de alguém que eu nem tinha tanta “intimidade” eu fiquei curioso e resolvi acompanha-lo nesta tal sala de reunião. Quando eu cheguei lá, fiquei ainda com mais medo. No primeiro momento, avistei várias pessoas sentadas conversando entre si, jovens como eu. Foram super receptivas comigo, disseram que era um prazer me conhecer. Eu fiquei ainda mais confuso. Afinal, quem eram eles? O que eles estavam fazendo? Isso me deixou um pouco mais tranqüilo.
      Eu procurei me informar com aquelas pessoas o que estava acontecendo ali. Eles começaram a me explicar que eles fazem parte de um clube de voluntários do Rotary, o chamado INTERACT CLUB ESPRO. È claro que eu não sabia o que era isso, mas com muita paciência e carinho eles me explicaram, inclusive disseram que o que ia acontecer ali era uma reunião para planejamento de um projeto voluntário. A primeiro momento eu achei interessante, sentei-me em uma cadeira e fiquei observando todos discutindo sobre um projeto que aconteceria algumas semanas depois, o projeto ANTIFUMO NAS RUAS DE SÃO PAULO. Alguns jovens deram idéias, houve muita troca de opiniões naquela tarde. Quando me dei conta, eu já estava falando e compartilhando com eles da minha opinião também. Opinei muito, inclusive. Após aquele projeto, logo vieram outros com crianças em orfanatos, asilos, hospitais e até moradores de rua. Fui eleito o vice-presidente para a próxima gestão do clube e estarei ajudando ainda mais a minha equipe e as pessoas que precisam tanto de nós voluntários, assim como nós precisamos e aprendemos em cada trabalho social através deles.

    • Trabalho voluntario no Abrigo São Paulo BH

      Categorias: Cidadania e Defesa de Direitos, Terceira Idade, Saúde, Responsabilidade Social, Assistência Social, Juventude, Desenvolvimento Local, Infância, Pessoas com Deficiência

      Me chamo Edeise trabalho na área de TI em BH.Experimentei o voluntariado independente por alguns anos no Abrigo São Paulo no Bairro 1º de Maio, na região Norte de BH. Trata-se de um abrigo da prefeitura de Bh que tem capacidade para receber 180 pessoas que passam a noite no local.Os frequentadores entram a partir das 17:00h, tomam banho e jantam.É servido jantar e quem tem problemas de saúde, mas consegue ser independente nas atividade diárias, pode ficar até se recuperar. É um local de acolhimento pessoas desabrigadas,idosos,mulheres,crianças,adolescentes,gente carente em todos os sentidos. É um lugar que existe dentro do nosso nosso contexto social,mas que a maioria das pessoas desconhecem.A pobreza e o sofrimento transparecem no rostos das pessoas que lá se encontram, pois são pessoas mal tratadas pela vida.Nossos encontros eram momentos de acolhimento,respeito mutuo,onde todas as pessoas falavam um pouco de sua vida, e dividiam o peso de seus problemas.Eu além de participante fazia o papelde facilitadora. Foram anos de uma experiência humanística inigualável de escuta e aceitação do outro.
      Atualmente, pela correria do dia-a-dia somente faço visitas e me encarrego de divulgar o nome do abrigo, recolher e levar doações que são muito bem aceitas.Aliás,quem tiver e quiser doar(roupas para crianças e adultos,cobertores,material de higiene pessoal, material de limpeza, fraldas, brinquedos etc)pode me contactar (31)9947.5950 ou ligar no abrigo SP eles mandarão buscar:(31)3433.4993

    • NO FINAL TUDO DA CERTO!

      Categorias: Infância

      Olá pessoal, minha história è mais ou menos assim, meu amigo Marcelo emprestou a chácara dele para uma recreação de final de semana, com crianças de um Abrigo, e na 5ªfeira eu e minha mãe, de 82 anos fomos até o local para pegar as chaves…só que tinha chovido muito na noite anterior e o acesso para a chácara estava um barreiro só, era descida e o carro comecou a deslizar…quanto medo!
      Bem o pior ainda estava por vir… a subida…,foi traumatizante, meu carro não subia, patinava e atolava cada vez mais…más como Deus è Pai…e Grande, logo algumas pessoas foram chegando para ajudar, tirei minha mãe do carro em pleno atoleiro, fiquei com medo pois o carro deslizava em direção ao barranco. Colocamos pedras nas rodas trazeiras e alguns homens empurraram o carro morro acima…UFA…que alívio chegar no asfalto!
      Rezei para não chover mais…doce engano, na 6ªfeira choveu…pensei em cancelar tudo, mas a previsão do tempo dizia que no Sàbado o tempo estaria bom, com sol entre nuvens, tudo já estava organizado, encomendado e as crianças já sabiam do passeio, como desmarcar uma recreação para 21 crianças.
      O grande dia chegou…no Sábado eu e minha mãe acordamos cedo…olhei para o cèu, o tempo estava limpo, coloquei as coisas no carro e fomos para a chácara. Chegando na tal descida era barro só, desci deslizando, mas desci(pensei…já estou craque), só que ao virar para entrar na Rua da chácara o para-choque do carro foi arrancado por uma pedra que resolveu se esconder na lama…fiquei uma fera…liguei para uma amiga do comitê e disse que talvez fosse melhor cancelar o passeio, como o ônibus chegaria na chácara?, ela respondeu: “calma Nilza…NO FINAL TUDO DA CERTO”.Pois è…como cancelar o passeio, algumas crianças nem dormem na noite anterior, ansiosas para sair e passear.
      Conforme o programado às 09:00 horas o ônibus chegou , o sol ja brilhava mas a tal descida era puro barro, como o ônibus ia descer…de fato não desceu…mas como Deus é Grande, nesse momento tinha um trator arando o local, foi então que tive uma grande idèia, pedi para o tratorista levar as crianças na cabine, com adultos fazendo “barreira” para que ninguem caisse lá de cima, mas teve criança que ficou com medo de subir no trator e foram levadas no colo…quanto escorregão e quanta diversão e o melhor ainda estava por vir…o cachorro quente, os salgadinhos, os doces, o sorvete e a tão desejada piscina…como estas crianças gostam de brincar na àgua,rsrsr.
      Ah…como elas sairam de lá? Sairam na caçamba de uma Peck-up e ai foi só alegria, entraram no ônibus e foram para o Abrigo descançar…Que saudade daquele dia!

    • Um por todos, todos por um.

      Categorias: Assistência Social, Cidadania e Defesa de Direitos

      Recentemente (no dia 11 de março)o litoral paranaense foi assolado por chuvas intensas, que afetaram principalmente as cidades de Matinhos, Guaratuba, Antonina e Morretes. Durante o período que se sucedeu a essa tragédia várias campanhas foram feitas na cidade, inclusive nas agências do Banco Itaú aqui em Curitiba.
      Passado alguns dias eu fiquei pensando de que maneira poderia colaborar com a população daquelas localidades que perderam praticamente tudo.
      Como eu trabalho no prédio do Itaú (GSOAS) e esse edifício concentra um grande nº de funcionários, pensei em fazer uma reunião com as lideranças para iniciarmos um movimento de arrecadação de alimentos e gêneros de 1ª necessidade.
      Infelizmente, muito provavelmente em virtude da correria do dia-a-dia nossa reunião não teve a adesão esperada e o sonho de poder ajudar àqueles necessitados ficou mais distante.
      Fui para casa triste, mas no dia seguinte voltei otimista, pois durante a noite havia tido uma idéia: vou preparar alguns cartazes e junto com minha equipe vamos visitar todos os setores do prédio fazendo um corpo-a-corpo, pois eu sabia que os funcionários do Itaú estariam prontos para colaborar, pois está no nosso sangue o espírito da solidariedade.
      Dito e feito, após darmos a nossa mensagem pessoalmente, colocarmos os cartazes e encaminharmos alguns e-mails a adesão começou.
      Foi fantástico, arrecadamos mais de 100kg de arroz, 40 kg de feijão, 250 litros de água sanitária e outros genêros alimentícios.
      A mensagem que fica é: quando temos um sonho, devemos correr atrás dele, pois tudo é possível quando sonhamos grande.

    • Um Sábado Mágico!!!

      Em Destaque: Notícias.

      Meu nome é Vanessa Paoleschi Iurovschi, tenho 34 anos, sou paulista, moro há 6 anos em Niterói e há 5 anos sou caixa do Itaú. Não tinha conhecimento sobre o que é ser voluntário até que a Fundação Itaú abriu os meus olhos. Em junho de 2010 descobri que sou voluntária desde meus 14 anos, quando um garotinho de 7 anos apareceu na rua em que eu brincava e disse estar sozinho, pedindo dinheiro para levar para a mãe. Eu o levei pra dentro de casa, dei banho, comida e pedi ao meu pai para o levarmos à sua casa, demos um apoio à família e conversamos sobre ele estar nas ruas.

      O frio de São Paulo é de cortar o rosto e por vezes arrecadei dinheiro com amigos para comprar cobertores e distribuir aos desabrigados embaixo de pontes. Em épocas festivas eu e meu marido compramos brinquedos e escolhemos uma instituição para distribuirmos. Às vezes preparo mochilas com roupas e utensílios básicos e doo para moradores de rua. Tenho dois filhos, Rafael e Gabriel, desde pequenos me acompanham nesses momentos, pois aprender a doar o que temos, e às vezes até o que não temos, é uma lição que devemos ter desde cedo.

      Devem estar intrigados sobre o que disse sobre “doar o que não temos”, eu explico. Essa foi a melhor experiência que tive como voluntária, o Sábado Voluntário Itaú realizado em Niterói, no dia 21 de agosto de 2010, na Associação de Moradores do Morro da Penha. Unidos pela vontade de doar nossas habilidades, formamos um grupo eclético de colaboradores Itaú Unibanco em uma fase em que estávamos ajudando na virada do Unibanco, trabalhando feito loucos e, mesmo assim, sonhando com um evento maior do que estávamos preparados para realizar. Formamos uma família voluntária, o GM Niterói/São Gonçalo, pessoas maravilhosas cada um com seu jeito de enxergar o voluntariado. Eu tinha a visão romântica, Cristina sempre com os pés no chão, Érica determinada, Cristiane prática, Fernanda confiante, Kiki cautelosa, Pereira apoio, Milton caiu do céu, Bira nosso talismã, querido Pedro e atenciosa Renata. Fui escolhida líder do grupo e vesti a camisa. Pensei que poderíamos fazer algo do tamanho do Itaú, após alguma resistência do próprio grupo acabamos decidindo pelo ‘ousado’, fazer um megassábado, com construção de muros, pintura das paredes da sede, reboco, troca de vidraças, construção de uma churrasqueira e dois lindos jardins, sem contar com a recreação e distribuição de brinquedos para as crianças, massoterapia para os idosos e alimentação para quase 800 pessoas. Conseguimos milhares de refrigerantes com a Coca-Cola, centenas de livros e recursos materiais para a realização desse sábado com colaboradores, clientes, amigos e familiares. Tivemos medo, cansaço, indecisão e mesmo com total falta de tempo e às vezes de fôlego chegamos a um resultado melhor do que o esperado. Como líder descobri habilidades, como pessoa, apesar de tão baixinha, me senti grande. Como mãe, esposa e neta, pude compartilhar esse momento com minha família. Foi um sábado mágico e os dois meses que antecederam provam que às vezes conseguimos doar algo que não temos (principalmente tempo), mas com força de vontade arrumamos um jeitinho de fazer acontecer, nós podemos fazer a diferença!

      Sabemos que os recursos humanos são a base de qualquer instituição e lá pudemos ver por que o Itaú Unibanco é desse tamanho.

      Acredito em anjos invisíveis, mas também acredito nos anjos de carne e osso, e a todos eles agradeço por terem feito parte daquele sábado mágico!

      Obs.: Não deixem de ver as fotos do evento.

      www.ivoluntarios.org.br/photos?aggregator_id=891&page=15





















    • Influência positiva

      Categorias: Pessoas com Deficiência

      Como pouco mais de 10 anos, meio que obrigada pela minha mãe, fui visitar uma colônia de leprosos que viviam isolados devido o medo da “doença se proliferar”. E foi lá a primeira vez que senti a reciprocidade do carinho de pessoas que nunca tinha visto antes… a alegria em doar 5 minutinhos do meu tempo ouvindo a história daqueles que pareciam não ter nenhuma pra contar. Foi lá que senti vontade de exercitar o voluntariado (que no primeiro momento foi “forçariado”)… foi lá que senti vontade de voltar e ficar mais do que 5 minutinhos conversando com aquelas pessoas que haviam sido abandonadas pelas suas família e refletiam na pureza do sorriso (as vezes deformados pela lepra), a alegria de ter aquela garotinha magrela e saltitante interessada na vida deles…
      Agradeço minha mãe por ter me levado ao primeiro movimento de muitos que vieram… De lá pra cá me envolvi em várias ações… desde campanha de doação de sangue, até cuidando de crianças em creches…
      Posso dizer que tenho aprendido muito com esses trabalhos. Me fizeram ver a vida de um ângulo diferente… Perceber que reclamo por coisas tão pequenas… Enxergar o quanto é bom fazer a alegria de outras pessoas… porque Jesus disse: ame ao próximo como a si mesmo…
      Eu amo ser voluntária!!!

    • Influência positiva

      Como pouco mais de 10 anos, meio que obrigada pela minha mãe, fui visitar uma colônia de leprosos que viviam isolados devido o medo da “doença se proliferar”. E foi lá a primeira vez que senti a reciprocidade do carinho de pessoas que nunca tinha visto antes… a alegria em doar 5 minutinhos do meu tempo ouvindo a história daqueles que pareciam não ter nenhuma pra contar. Foi lá que senti vontade de exercitar o voluntariado (que no primeiro momento foi “forçariado”)… foi lá que senti vontade de voltar e ficar mais do que 5 minutinhos conversando com aquelas pessoas que haviam sido abandonadas pelas suas família e refletiam na pureza do sorriso (as vezes deformados pela lepra), a alegria de ter aquela garotinha magrela e saltitante interessada na vida deles…
      Agradeço minha mãe por ter me levado ao primeiro movimento de muitos que vieram… De lá pra cá me envolvi em várias ações… desde campanha de doação de sangue, até cuidando de crianças em creches…
      Posso dizer que tenho aprendido muito com esses trabalhos. Me fizeram ver a vida de um ângulo diferente… Perceber que reclamo por coisas tão pequenas… Enxergar o quanto é bom fazer a alegria de outras pessoas… porque Jesus disse: ame ao próximo como a si mesmo…

      Eu amo ser voluntária!!!

    • Colhendo o Bem que Plantei...

      Apos uma cirurgia que fiz em 2001, decidi iniciar trabalho voluntario visitando num hospital pacientes que não recebiam visitas. Foi a maneira que encontrei de retribuir todo o carinho que recebi da minha familia e amigos quando mais precisei. Na epoca procurei orientações no Itau e fui ao IBCC (Instituto Brasileiro de Controle ao Cancer). Lá fiquei 05 anos dando força para pessoas com cancer, vendo muitas historias que me davam exemplos de vida, sem ao menos imaginar que, um dia, justamente essas histórias iam me dar força para vencer o maior desafio da minha vida: em 2008, eu tive cancer de mama e foi no IBCC que recebi toda assistencia necessária para minha cura. De repente, me vi recebendo carinho de outros pacientes do hospital (algo que fiz por 05 anos!). A experiencia que lá adquiri me levou a fazer exames preventivos que detectaram a doença no inicio e, mesmo jovem, pude enfrentar o desafio de me curar. Até hoje, estou colhendo o Bem que fiz com meu trabalho voluntario, pois recentemente, minha mãe tambem foi diagnosticada com cancer e la no IBCC foi tambem acolhida e está sendo muito bem tratada, mesmo em se tratando SUS onde a procura é imensamente grande.
      Desde, então, não parei mais de doar parte do meu tempo em trabalhos voluntários, expandi minhas experiências (em Orfanato, asilos, até abrigos de animais rs). Trata-se de uma atitude incondicional, é como uma Corrente do Bem. Por isso, gostaria de compartilhar com todos o quanto faz bem fazer o bem…Este é apenas um capítulo de minha Historia.

    • E o gato subiu no telhado

      Categorias: Proteção aos Animais

      E lá fomos nós para Campo Limpo pegar gatinhos para castrar. Chegamos na comunidade Vale das Flores e conhecemos alguns dos trainees que estavam na ação. Perguntamos da Dona Elsa. Por onde passávamos as pessoas indicavam a “casa dos gatos”.

      Estávamos em três pessoas e eu tinha GARANTIDO para o Nico (o cara do taxi-dog) que os gatos moravam DENTRO de casa.

      Quando chegamos vimos uma casa muito muito pobre mesmo. A dona Elsa é uma pessoa de ótimo coração que recolhe os gatinhos das ruas e cuida deles, mesmo morando em uma casa bem pequena. Todos os gatinhos estavam vacinados e comendo ração, que ela recebe como ajuda de uma pessoa de fora.

      Mas nem tudo são flores: os gatos estavam espalhados por todos os lados!!!

      Foi um Deus-nos-acuda! O filho da Dona Elsa estava ajudando, indicando onde eles estavam escondidos, quem era quem e mostrando os mais bravos… O Nico em cima da laje, eu empurrando gatos para dentro de caixas, meu marido todo arranhado segurando um gato em cada mão, as pessoas torcendo na rua perguntando quantos foram “capturados”. Era quase um “bolão”. Quando achamos que estava acabando o filho da Dona Elsa mostra que um dos gatos de uma das caixas era bravo e atacava os outros que estavam juntos… Imagina a cena para trocar as caixas!!!

      Mas no final todos os “disponíveis” foram pegos. Conseguimos DEZ dos onze – uma das meninas estava sumida desde o dia anterior. Pelo menos estes não gerarão mais gatinhos que poderiam ser abandonados por aí.

      Mas o que valeu mesmo e tornou esse dia inesquecível foi ver o brilho nos olhos, as palavras de agradecimento e receber um abraço de uma pessoa que AJUDA mesmo sem ela própria ter tantas condições.

    • Ei saia daí...

      Categorias: Arte e Cultura, Assistência Social, Responsabilidade Social, Saúde

      Por Patrícia Lemos – São Paulo (SP) – Área Seguros Previdência e Capitalização

      O relógio faz tic tac e tem deveres distintos, ele desperta para ir trabalhar, ele marca a hora de um encontrar. O tempo também é distinto. Pra alguns ele é curtido, pra outros ele é contado…

      Curtido para um casal de namorados e contado para um paciente de hospital… De um lado alguém não tem tempo de encontrar amigos e familiares, do outro alguém conta esse mesmo tempo para que possam encontrá-los… Mas e se eles não puderem? Será que podemos mudar essa realidade?

      Foi uma dessas perguntas que mudou o meu tempo. E no trabalho de humanização hospitalar conheci o verdadeiro poder do sorriso e o valor do meu tempo, ele parou de ser contado e passou a ser curtido, e assim ajudou a transformar outros tempos contados em curtidos…

      A Dra. Bela nasceu, deixe-me apresentá-la… Ela usa a máscara que menos esconde e que mais revela. Um nariz vermelho em formato de coração, usa saia vermelha de bolinha branca e uma boina que dizem ser de sorveteira… rsrsrs… Tem meias coloridas e sapatilha de boneca, usa um jaleco branco com botões de coração… Ela é formada em bestereologia e ganha muito bem.

      Ficaram curiosos pra saber o valor, não é? Divulgarei somente pra vocês, ok? Ela recebe sorrisos… Conhecem algo mais valioso que isso?

      Dizem também que ela é voluntária, mas me permitam fazer uma pergunta… Voluntário não doa? Temos um equívoco aí, porque é ela que recebe.

      Não quero me passar por fofoqueira, mas vou contar outro segredo pra vocês… Na verdade temos uma errata: a Bela não nasceu, ela sempre esteve escondidinha dentro de mim… Olha que danada… rsrsrs. Ela era o “eu” que não conhecia. Então agora eu digo para o seu “eu”:

      - Ei, saia daí e vá distribuir risos, ensinar alguém a escrever a sua primeira carta, assinar o nome, contar histórias. Você pode escolher uma infinidade de coisas. E é com essas coisas que entendemos que 1+1 é realmente maior que dois.


    • Regulamento | Conte sua História

      CONCURSO “Conte sua história”

      1. DO CONCURSO “Conte sua história”

      1.1 O concurso “Conte sua história” (“Concurso”) é uma iniciativa cultural da Fundação Itaú Social e do Instituto Unibanco em parceria com o Itaú Unibanco S.A. (“Organizadores”).

      1.2 O objetivo do Concurso é promover a divulgação de relatos sobre experiências de voluntariado dos empregados e estagiários das empresas ligadas à Itaú Unibanco Holding S/A listadas no Anexo 1 (“Empresas Itaú Unibanco”), que possam incentivar outras pessoas a participarem de ações sociais (“Relatos”).