Novembro é mês de campanha do Itaú Solidário. O programa, que existe há seis anos, busca contribuir com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes e facilita a destinação de parte do Imposto de Renda dos colaboradores Itaú Unibanco para projetos sociais indicados pelos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs). Para saber mais sobre o funcionamento do programa e sobre a atuação voluntária nesta iniciativa, conversamos com o líder do Comitê Itaú Solidário de Diadema, Marcel Uemura.
E você, sabia que pode usar até 6% de seu IR devido para apoiar políticas sociais na área da infância e da adolescência? Leia a entrevista e entenda como você pode participar, destinando recursos ou atuando como voluntário.
Portal Voluntários Itaú Unibanco – Como você decidiu se tornar um voluntário do Programa Itaú Solidário?
Marcel Uemura – Atuo como voluntário na área social há sete anos. Agora, em uma nova fase, tive vontade de trabalhar em ações voltadas a organização e planejamento de projetos sociais.
Quando vi a proposta do Itaú Solidário, identifiquei que essa seria uma primeira oportunidade para trabalhar em um ciclo completo de um projeto com atividades distintas, desde a fase de seleção até a execução.
Portal Voluntários Itaú Unibanco – Como funciona o Programa Itaú Solidário e que tarefas você desempenha como colaborador desta iniciativa?
Marcel Uemura – O programa Itaú Solidário é focado em instituições voltadas aos Direitos da Criança e do Adolescente. Ele funciona através da captação de recursos dedutíveis do IR dos colaboradores, promovendo a destinação aos projetos indicados. Por lei, todo cidadão pode destinar 6% de seu “IR devido” a essas organizações, por meio dos Fundos para a Infância e Adolescência. Concluída esta etapa, acompanhamos o ciclo de repasse de recursos ao projeto e sua execução, durante todo o seu período de desenvolvimento.
Eu atuo presentemente como coordenador do Comitê de Diadema. Estou responsável pelo planejamento das atividades, delegação das tarefas aos membros e comunicação com a Fundação Itaú Social e demais entidades. Também é meu compromisso atuar como membro ativo nos trabalhos do comitê.
Portal Voluntários Itaú Unibanco – Como os Comitês Itaú Unibanco Solidário escolhem os projetos para os quais destinarão os recursos e como é acompanhada a aplicação do dinheiro?
Marcel Uemura – A cada comitê cabe a tarefa de fazer a seleção de projetos em seu município, a partir da indicação do CMDCA. Os comitês são livres para realizar esta escolha, que é executada basicamente em três fases: leitura e análise das propostas de cada projeto, visita às instituições com esclarecimento de dúvidas pendentes e finalmente a escolha da instituição propriamente dita.
Esta última fase é sempre a mais “acalorada”. Além de ser difícil escolher apenas um projeto, às vezes eles possuem atividades e circunstâncias diferentes, o que leva a uma divisão de preferência por um e outro projeto. Neste caso, normalmente, a avaliação se dá baseada em critérios comuns ao grupo, por exemplo: carência financeira, quantidade de pessoas impactadas, viabilidade da execução, necessidade social na comunidade, entre outros.
O acompanhamento da aplicação do dinheiro também depende de cada projeto. Em geral, deve-se tentar criar indicadores quantitativos e qualitativos para monitorar sua evolução de forma periódica.
Nosso projeto é o CRAMI (Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância), que presta atendimento psicossocial a crianças e adolescentes que sofreram violência sexual e doméstica. Prevê-se a contratação de dois funcionários e a expansão do atendimento de 100 para 130 famílias no período de um ano. Vamos acompanhar a evolução desses números, além de outros indicadores, como nível de participação e evolução terapêutica das pessoas atendidas.
Os recursos serão destinados mensalmente e as despesas acompanhadas de forma que se possa gerar um relatório de prestação de contas ao final do trabalho.
Portal Voluntários Itaú Unibanco – Como você avalia o retorno do trabalho voluntário que tem desempenhado através deste programa para você e para a sociedade?
Marcel Uemura – Recebo esse retorno a cada atividade que concluímos. Para começar, é gratificante ver a alegria da instituição após anunciarmos que ela foi selecionada. Em nosso caso, nos dedicamos com maior cuidado nesta análise para escolher a que mais atendesse aos critérios que achávamos importantes, a partir da indicação do CMDCA. Esse retorno nos assegura que realmente estamos ajudando quem precisa.
Também agora, no momento de mobilização dos colaboradores, comemoramos com alegria cada aumento na quantia destinada, pois ficamos mais perto de ver nosso projeto acontecer.
Enfim, as etapas são muitas. Sabemos que estamos dando um pouco para a sociedade e quando vemos os efeitos disso, por menores que sejam, parece que o retorno vem multiplicado.
Portal Voluntários Itaú Unibanco – No ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente completa seus 20 anos, como você vê a importância de um projeto como este no apoio às políticas sociais na área da infância e da adolescência?
Marcel Uemura – Acredito que a conscientização das empresas acerca de sua responsabilidade social no país tem aumentado bastante. No Itaú este programa já existe há seis anos.
É muito claro que nossa ação é importante. Estamos impactando diretamente 30 instituições com projetos avaliados detalhadamente por comitês. É feita uma análise cuidadosa por voluntários preocupados, comprometidos e que querem agir positivamente na área social.
Isso garante ao governo, às instituições e às crianças e adolescentes a certeza que estamos atuando da melhor forma, atingindo as principais necessidades sociais existentes hoje.
Agora temos que partir para impactar cada vez mais nos próximos anos.
Portal Voluntários Itaú Unibanco – Como colaboradores do banco que se identificam com este projeto podem participar?
Marcel Uemura – Basta acessar o Portal Pessoas, clicar no banner relacionado ao Itaú Solidário e clicar em “Participe”. É importante frisar que o colaborador na verdade não só está fazendo uma doação e sim uma destinação de parte de seu IR, compensável por lei, a um projeto ao qual dedicamos um grande esforço de análise e que iremos acompanhar durante toda sua evolução.
Vamos ajudar as crianças e adolescentes. Conto com a participação de todos!
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