Contribuir para a formação profissional e cidadã de jovens em situação de vulnerabilidade social. Esse é o principal objetivo da Oficina de Ingresso ao Mercado de Trabalho, um projeto da área de RH do Banco Itaú, desenvolvido em parceria com o Programa Voluntários Itaú Unibanco. Desde 2008, ele vem auxiliando jovens no desafio de conseguir o primeiro emprego por meio de oficinas que buscam orientar suas escolhas e estimular a formação de sua postura profissional.
A idealizadora do projeto é a analista de recursos humanos Charise Croce. Quando era universitária, ela foi voluntária bolsista no Programa Escola da Família por quatro anos, e daí veio a inspiração para a iniciativa. “Realizei outros projetos na escola em que atuava para a comunidade da região periférica de São Paulo e percebi que havia grande demanda. Mais tarde, apresentei a ideia à Fundação Itaú Social, e ela foi muito bem aceita”, conta Charise.
Valores, escolhas e autoconhecimento
O projeto não se restringe a informar os jovens sobre como elaborar um currículo ou fazer uma entrevista, por exemplo. Segundo Charise, a iniciativa é importante porque conecta a formação profissional com os valores e escolhas de cada um. “Muitas vezes, a família não tem estrutura e a comunidade reforça negativamente a educação. E isso faz diferença mais tarde. Por isso, buscamos trabalhar com ética e princípios para mostrar aos jovens a importância de fazer as escolhas certas”, conclui.
Nas oficinas, os participantes passam por simulações de situações reais e refletem sobre suas vivências. Os facilitadores se esforçam para identificar as capacidades de cada um e ajudá-los a perceber seu próprio potencial. “Quando você tem autoconhecimento, você se valoriza e se posiciona no mundo de forma diferente, como agente. Com essa postura é mais fácil se estruturar para um trabalho que tenha mais a ver com o seu perfil e ir em busca das oportunidades”, explica Charise.
O processo de capacitação
O desenvolvimento de materiais didáticos para voluntários e participantes das oficinas também foi fundamental para o sucesso da iniciativa. Segundo Charise, elaborar instruções para os facilitadores foi desafiador. “Tive que imaginar que qualquer um poderia aplicar a oficina, independente do conhecimento de RH e orientação profissional”, conta. Ela acredita que no futuro, essa apostila poderia substituir o treinamento presencial dos voluntários, favorecendo a ampliação do programa.
A experiência na área de RH fez com que a iniciativa fosse um caminho natural para Charise. “É o mínimo que podemos fazer em termos de recursos humanos. A nossa sociedade não é tão justa quanto gostaríamos que fosse. Então, nada melhor que pensar naqueles que não têm a mesma condição e levar nossa experiência a esses jovens,” afirma. E como veremos na entrevista a seguir, para quem tem essa vontade de ajudar, a área de atuação pouco importa.
Aprendendo com o voluntariado
Se depender do empenho do analista financeiro Fernando Tokuda, a Oficina de Ingresso ao Mercado de Trabalho vai longe. Conversamos com ele para saber mais sobre sua atuação como voluntário do projeto e sobre sua preparação para a aplicação dos encontros. Acompanhem como ele resolveu participar desta iniciativa e como essa experiência se converteu em fonte de conhecimento e aprendizado para a vida. Veja aqui a entrevista.
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