Por Leandro de Paula Loiola – São Paulo (SP) – Wealth Management Services

Oi, pessoal! Gostaria de compartilhar minha história como voluntário!
Há alguns anos participei como voluntário no Programa Escola da Família do Governo de São Paulo. Recebi a oportunidade por meio da Fundação Itaú Social, que recrutou colaboradores para um curso de capacitação de aulas de inglês e iniciei as aulas em uma escola estadual perto de casa.

Foi uma experiência riquíssima, pois conheci muita gente interessante e, para minha surpresa, de todas as idades (esperava apenas crianças). Acabei até formando novas turmas, porque o público era muito heterogêneo.

A carência dos alunos não era só da língua inglesa, mas de atenção e preocupação com seu desenvolvimento. E qualquer um que tenha vontade de conversar e saber ouvir faz muita diferença na vida dessas pessoas.

Quando eu percebi isso (lecionei por 2 anos, quando o governo acabou com o programa), mudei minha aula para uma conversa, menos expositiva e mais participativa, utilizando os conhecimentos dos alunos para ensinar inglês.

Mas a história não acaba aí. Alguns anos depois, trabalhei aqui no Itaú em uma área que precisava de Treinamento para Gerentes. Naturalmente, minha fase de adaptação à nova tarefa foi abreviada, pois já tinha uma habilidade conquistada no voluntariado.

E mais: uma habilidade diferenciada, pois não me tornei um professor comum, mas um facilitador do aprendizado em classe, aproveitando todo o conhecimento disponível nas pessoas para aumentar a retenção e compreensão do conteúdo.

Hoje eu também leciono em uma escola de finanças à noite e acho que é muito complementar à minha atividade principal: trabalho na Gerência de Educação para Investidores.

Enfim, a moral da história é que se você pensa que o trabalho voluntário só ajuda os outros, pense de novo: ele ajuda você a se conhecer melhor, desenvolve habilidades que você não conhecia e pode até se tornar uma profissão!

Recomendo a todos que comecem com uma atividade com que tenham familiaridade. E depois partam para alguma atividade com a qual NÃO TENHAM FAMILIARIDADE. Assim, o desenvolvimento será pleno e você poderá colaborar com uma sociedade mais justa.

Lembre-se da frase do Paulo Lima, do Prêmio Trip Transformadores: “Essa festa só vai ficar boa quando mais gente puder entrar”, ou seja, com inclusão social, acesso à informação e à formação.

Um abraço a todos!