Começarei a minha história falando um pouco sobre as doações eu que recebi:
• O sorriso aberto e gostoso do Eduardo, de 3 meses, que parecia já esperar pela nossa visita;
• O ar desconfiado da Dayane, de 1 ano, que aos poucos foi se rendendo ao nosso carinho, e quando fui embora, não queria mais voltar para o bercinho;
• A imensa vontade da Yasmim, de 17 anos, de vencer na vida e conseguir a guarda dos irmãos que vivem em outro orfanato;
• A timidez da Ianca, de 14 anos, que mesmo assim expressava um brilho imenso no olhar e uma atenção única para todos nós;
• A felicidade incomparável do Thiago, de 8 meses, que acabou de descobrir os seus pezinhos
Bom…há alguns anos já fazia trabalhos de arrecadação de Natal para crianças carentes. Com ajuda de familiares e amigos arrecadava kits de roupas, brinquedos e produtos de higiene pessoal para estas crianças sempre no Natal.
Só que algo me incomodava e tinha a sensação que aquele sentimento de caridade só surgia quando estava próximo ao Natal, mas as pessoas precisam de ajuda durante o ano todo e nem sempre esta ajuda é material.
Conheci o Lar das Crianças Casa do Caminho através de um contato telefônico para doação mensal e então questionei se poderia conhecer pessoalmente a casa e as crianças que ali viviam.
A Casa do Caminho foi fundada há 22 anos por um grupo de amigos que queriam fazer algo para mudar a triste história de muitas crianças. Hoje esta casa (Unidade I) abriga 28 crianças que foram abandonadas pelos seus pais ou tiradas da guarda deles por sofrerem maus tratos. Elas residem nesta casa e dependem da ajuda dos outros para sobreviverem.
Na primeira arrecadação fiquei surpresa com todo o carinho e apoio que recebi dos amigos da Itaucred (Sup. de Produtos) e tantos outros amigos aqui do banco que ajudaram. Conseguimos arrecadar todos os kits!
No dia da entrega, eu achava que estava preparada para conhecer aquelas crianças. Fui até o lar. Chegando lá me senti presenteada com tanto amor que aquelas crianças tinham para entregar e o que emocionou de verdade foi um simples “OBRIGDADO TIA” do Gabriel de três aninhos, que resolveu me agradecer quando estava me despedindo para ir embora. Fui para o carro e ali chorei por aquele obrigado despretensioso e sincero, sem nenhum motivo visível naquele momento, pois a entrega dos presentes já tinha acontecido há muitas horas.
ME APAIXONEI POR AQUELAS CRIANÇAS E HOJE EU E MEU ESPOSO FAZEMOS UM TRABALHO QUINZENAL NAQUELE LUGAR DANDO AULA DE MÚSICA PARA AQUELAS CRIANÇAS. A EXPERIÊNCIA FOI TÃO ÚNICA QUE SEMPRE TRAZEMOS UM DELES PARA NOSSA CASA NOS FINAIS DE SEMANA OU FERIADOS COMO FAMÍLIA DE APOIO E TEM SIDO INCRÍVEL.
TODOS OS SÁBADOS ACHAMOS QUE ESTAMOS DOANDO UM POUCO DE NÓS, MAS NA VERDADE SOMOS NÓS QUE ESTAMOS RECEBENDO DOAÇÕES.



