Por Sheila Ribeiro – São Paulo (SP) – Área de Crédito ao Consumidor
Ao contar minha história de trabalhos voluntários, conto a história de muita gente misturada à minha, pois a cada trabalho realizado acrescento à minha vida um pedacinho da vida de cada um dos que entro em contato.
Lembranças de histórias lindas, emocionantes, felizes e tristes fazem parte de minha memória. Contarei uma delas.
Participei do Sábado Voluntário Itaú, na comunidade Jardim Vale das Flores (SP). O dia amanheceu muito ensolarado, como dando saudações e boas-vindas a mim e aos demais colaboradores voluntários. No caminho para a comunidade, conversávamos no ônibus sobre o que iríamos encontrar e quais pessoas poderíamos ajudar. Mas cada experiência de voluntariado é única.
Bom… O primeiro desafio que encontrei foi enfrentar os mais de setenta degraus que me separavam da comunidade e da recreação com as crianças. Ao chegar ao último degrau, ufa… tive que recorrer à minha “bombinha de asma”, pois o ar já me faltava.
Nós nos dividimos por tarefa, alguns voluntários foram realizar pequenas reformas nas casas de pessoas com mais necessidades e eu e outros demais voluntários nos dividimos nas barracas de brincadeiras espalhadas pela rua. Uma a uma as crianças iam aparecendo, até que em menos de duas horas já não podíamos contar quantas eram.
Na barraca da pintura de rosto, ouvi frases como: “Tia, pinta no meu rosto uma borboleta, um leão, uma aranha, o símbolo do meu time, o nome do meu ídolo, pode ser o meu nome mesmo…”. E as crianças saiam sorrindo e exibindo suas tatuagens de mentirinha.
Também recebi pedidos inusitados, e que não consegui atender: “Tia, pinta no meu rosto o meu Pai, sinto saudades dele…”, “Tia, desenha um botão mágico, que dá pra apertar e desaparecer.” Mas logo eu desconversava e sugeria algo mais fácil, um animalzinho ou uma florzinha e com alegria eles aceitavam e sorriam.
Na barraca da contação de histórias, haaaa… que histórias… fascinantes, virei rainha, mosca, elefante, mãe, fada e até cocô descendo pela descarga. Essa era a barraca mais cheia de crianças, de fantasias e de curiosidades. A cada livro, muitas risadas e perguntas interessantes: “Tia, será que o menino vai conseguir sair do buraco?”, “Tia, eu tenho medo de monstro, mas eu nunca vi nenhum monstro, mas eu nem queria mesmo.”, “Tia, eu queria ter um cavalo, o meu vizinho tem um, mas onde eu ia guardar ele?”.
Essa é a magia da contação de histórias, a imagem em ação.
Que dia maravilhoso de pura diversão!
Se me perguntar qual recompensa recebi pelos trabalhos voluntários que realizei, direi que foi algo mais precioso do que o ouro ou a prata, mais raro do que a pérola rosa, mais doce do que o mel e mais reconfortante do que água em dias bem quentes. Recebi o sorriso de uma criança, as lágrimas de um idoso, a esperança da mãe e o obrigada de um pai em meio à dor.




Nilza Moraes Assunção:
Sheila o prazer de fazer o bem sem saber para quem è coisa de Deus, daqui 5 ou 10 anos voce estará na vida dessas crianças, elas provavelmente não se lembraram de voce, mas sentirão algo dentro delas e com certeza esse algo as transformarão em pessos de bem, o amor transforma...transforma crianças que talves tivesse tudo para entrar nas drogas, na prostituição, na criminalidade,no vicìo em homes e mulheres de bem.Parabens e um forte abraço.