Meu nome é Vanessa Paoleschi Iurovschi, tenho 34 anos, sou paulista, moro há 6 anos em Niterói e há 5 anos sou caixa do Itaú. Não tinha conhecimento sobre o que é ser voluntário até que a Fundação Itaú abriu os meus olhos. Em junho de 2010 descobri que sou voluntária desde meus 14 anos, quando um garotinho de 7 anos apareceu na rua em que eu brincava e disse estar sozinho, pedindo dinheiro para levar para a mãe. Eu o levei pra dentro de casa, dei banho, comida e pedi ao meu pai para o levarmos à sua casa, demos um apoio à família e conversamos sobre ele estar nas ruas.
O frio de São Paulo é de cortar o rosto e por vezes arrecadei dinheiro com amigos para comprar cobertores e distribuir aos desabrigados embaixo de pontes. Em épocas festivas eu e meu marido compramos brinquedos e escolhemos uma instituição para distribuirmos. Às vezes preparo mochilas com roupas e utensílios básicos e doo para moradores de rua. Tenho dois filhos, Rafael e Gabriel, desde pequenos me acompanham nesses momentos, pois aprender a doar o que temos, e às vezes até o que não temos, é uma lição que devemos ter desde cedo.
Devem estar intrigados sobre o que disse sobre “doar o que não temos”, eu explico. Essa foi a melhor experiência que tive como voluntária, o Sábado Voluntário Itaú realizado em Niterói, no dia 21 de agosto de 2010, na Associação de Moradores do Morro da Penha. Unidos pela vontade de doar nossas habilidades, formamos um grupo eclético de colaboradores Itaú Unibanco em uma fase em que estávamos ajudando na virada do Unibanco, trabalhando feito loucos e, mesmo assim, sonhando com um evento maior do que estávamos preparados para realizar. Formamos uma família voluntária, o GM Niterói/São Gonçalo, pessoas maravilhosas cada um com seu jeito de enxergar o voluntariado. Eu tinha a visão romântica, Cristina sempre com os pés no chão, Érica determinada, Cristiane prática, Fernanda confiante, Kiki cautelosa, Pereira apoio, Milton caiu do céu, Bira nosso talismã, querido Pedro e atenciosa Renata. Fui escolhida líder do grupo e vesti a camisa. Pensei que poderíamos fazer algo do tamanho do Itaú, após alguma resistência do próprio grupo acabamos decidindo pelo ‘ousado’, fazer um megassábado, com construção de muros, pintura das paredes da sede, reboco, troca de vidraças, construção de uma churrasqueira e dois lindos jardins, sem contar com a recreação e distribuição de brinquedos para as crianças, massoterapia para os idosos e alimentação para quase 800 pessoas. Conseguimos milhares de refrigerantes com a Coca-Cola, centenas de livros e recursos materiais para a realização desse sábado com colaboradores, clientes, amigos e familiares. Tivemos medo, cansaço, indecisão e mesmo com total falta de tempo e às vezes de fôlego chegamos a um resultado melhor do que o esperado. Como líder descobri habilidades, como pessoa, apesar de tão baixinha, me senti grande. Como mãe, esposa e neta, pude compartilhar esse momento com minha família. Foi um sábado mágico e os dois meses que antecederam provam que às vezes conseguimos doar algo que não temos (principalmente tempo), mas com força de vontade arrumamos um jeitinho de fazer acontecer, nós podemos fazer a diferença!
Sabemos que os recursos humanos são a base de qualquer instituição e lá pudemos ver por que o Itaú Unibanco é desse tamanho.
Acredito em anjos invisíveis, mas também acredito nos anjos de carne e osso, e a todos eles agradeço por terem feito parte daquele sábado mágico!
Obs.: Não deixem de ver as fotos do evento.
www.ivoluntarios.org.br/photos?aggregator_id=891&page=15


