Concurso: Conte sua História - Votação 5

Conheça e vote em um dos cinco relatos selecionados pelo júri técnico do concurso. O post mais votado será transformado em um filme de animação, publicado aqui no Portal Voluntários Itaú Unibanco. <br> Para conhecer os jurados e os critérios que basearam a seleção, clique <a href=http://www.ivoluntarios.org.br/posts/1077>aqui</a>. Para saber como enviar sua história e concorrer na próxima votação, clique <a href=http://www.ivoluntarios.org.br/posts/785>aqui</a>.
De 07/06/11 às 00:01h até 13/06/11 às 23:59h.
Votação fechada!

Concorrentes

Esta Terapia é animal !!! (66)

Regina Celis Rodrigues Savoia – São Paulo (SP) – Área de Tecnologia

Cachorreira. É bem assim que me sinto. Há quase três anos perdi meu querido Husky Siberiano Kauê, de velhice mesmo. Ele já era filho de meu outro Husky, Vallery, que também viveu 16 anos. Eles cresceram em casa, com quintal, sol, espaço pra correr, portão pra quebrar e fugir, gatos pra perseguir… essas coisas de cachorros. Como o quintal era grande, montava pra eles a piscininha do meu filho. E nos dias de verão os dois entravam e “cavavam” toda a água de dentro pra fora da piscina. Alguns anos atrás mudei para um apartamento e nessa época só o Kauezinho foi comigo. Já tinha oito anos. Sinto que não foi o melhor pra ele, mas eu o queria perto de mim, apesar da falta de espaço. Deve ter sido bom, porque ele viveu ainda mais oito bons anos. Bem cuidado, bem alimentado, bem mimado, passeando muito, com todo carinho, até que teve um derrame e depois de dois meses na cama ele… foi embora. Graças a Deus, no tempo dele. Sozinho. Quer dizer, comigo e com meu filho junto dele. Mas não precisei colocá-lo para “dormir”. Não teria coragem jamais. A veterinária dele também é contra a eutanásia. Eu ainda estou de luto. E, nesse luto, uma amiga me retransmitiu um e-mail do banco com o seguinte título: “Esta ação é animal”. Gostei, aceitei e fui assistir à palestra no CEIC num sábado de manhã. Bastante educativa. Havia dois profissionais do Instituto de Zoonose que esclareceram um tabu enorme que toma conta da cidade toda: “a malfadada carrocinha”. Foi ótimo conhecer o trabalho desses agentes da Zoonose. Acabei por entender que a “carrocinha” foi e é um mal necessário para controlar a epidemia de raiva que assolou nossa cidade em décadas passadas, mas graças a um trabalho incessante de agentes foi totalmente erradicada. Hoje está sob controle. Uma cidade grande como a nossa, com uma população crescente e, infelizmente, desinformada. Tenho certeza de que muitos de nós não temos a menor noção do que vem a ser o trabalho das Zoonoses. Fiquei sabendo que a partir de 2008, devido à aprovação de uma lei da câmera dos vereadores de São Paulo, é proibido eutanasiar animais sadios. Ou seja, os animais que são resgatados na rua e estão sadios são tratados, castrados, vermifugados, recebem registros e vão para adoção. Enquanto estão na espera de um lar, são alimentados, banhados, cuidados e precisam passear. Fazer exercícios. Aí entra a Fundação do Banco e o Voluntariado. Bem, me inteirei dos trabalhos, assisti a várias palestras e começou meu “treino” para me tornar “voluntária”, ou melhor, “passeadora de cães”. Beleza! Pensei: “Consegui um trabalhinho voluntário com os cães. Vou participar todos os domingos da “Cãominhada”. Levarei os bichos pra passear e dar muitos beijos, abraços, pegar no colo, carinho”. Não é nada disso… O trabalho é muito sério. Tive de aprender o que pode e o que não pode fazer com o cãozinho, nem todo carinho é bem-vindo pra aqueles que foram “catados” na rua, perseguidos, laçados, assustados. É um trabalho de formiguinha mesmo. Conquistar aos poucos a confiança deles. Cada um tem uma personalidade, uma história de vida. Tem até a terapia do abraço. Os voluntários mais antigos, com mais prática na Zoonose, mais preparados, fazem a terapia com os cães que precisam de “abraço”. É lindo! Cada manhã de domingo pra mim é uma festa. Vou pra lá e o latido da bicharada é uma delícia. Parece que eles falam: “Hoje é domingo… vou passear… oba … me leva … oi, eu tô aqui”. Que alegria. O barulho dos latidos é ensurdecedor. Mas, pra quem é “cachorreira”, é música da melhor qualidade… Tem um cão lindo, grande sabujo, parece um perdigueiro. Dócil, manso, aceita carinho de todo mundo. Bem, o nome dele é Sultão. Recentemente trocamos o nome dele para Cesar Cielo. No alto verão de janeiro/fevereiro, naquele calor de 30ºC, colocamos algumas bacias cheias d’água pra cachorrada se refrescar. Quando o Sultão chegava perto das “piscinas” ele dava um verdadeiro SHOW. Ele é muito grandão, patas grandes, não cabe nas bacias. Mas ele não quer nem saber. Entra todinho e tira toda a água de dentro, joga água em todo mundo. “A piscina é só minha!” Um verdadeiro Cesar Cielo de 4 patas. Com todo respeito… Que festa… Que maravilha… E adivinhem de quem eu me lembro nessas horas? Dos meus queridos Huskies…

Minha gratidão é imensa pela oportunidade que a Fundação me deu de encontrar um trabalho tão gratificante e abençoado.

A festa só vai ficar boa quando mais gente puder entrar (8)

Por Leandro de Paula Loiola – São Paulo (SP) – Wealth Management Services

Oi, pessoal! Gostaria de compartilhar minha história como voluntário!
Há alguns anos participei como voluntário no Programa Escola da Família do Governo de São Paulo. Recebi a oportunidade por meio da Fundação Itaú Social, que recrutou colaboradores para um curso de capacitação de aulas de inglês e iniciei as aulas em uma escola estadual perto de casa.

Foi uma experiência riquíssima, pois conheci muita gente interessante e, para minha surpresa, de todas as idades (esperava apenas crianças). Acabei até formando novas turmas, porque o público era muito heterogêneo.

A carência dos alunos não era só da língua inglesa, mas de atenção e preocupação com seu desenvolvimento. E qualquer um que tenha vontade de conversar e saber ouvir faz muita diferença na vida dessas pessoas.

Quando eu percebi isso (lecionei por 2 anos, quando o governo acabou com o programa), mudei minha aula para uma conversa, menos expositiva e mais participativa, utilizando os conhecimentos dos alunos para ensinar inglês.

Mas a história não acaba aí. Alguns anos depois, trabalhei aqui no Itaú em uma área que precisava de Treinamento para Gerentes. Naturalmente, minha fase de adaptação à nova tarefa foi abreviada, pois já tinha uma habilidade conquistada no voluntariado.

E mais: uma habilidade diferenciada, pois não me tornei um professor comum, mas um facilitador do aprendizado em classe, aproveitando todo o conhecimento disponível nas pessoas para aumentar a retenção e compreensão do conteúdo.

Hoje eu também leciono em uma escola de finanças à noite e acho que é muito complementar à minha atividade principal: trabalho na Gerência de Educação para Investidores.

Enfim, a moral da história é que se você pensa que o trabalho voluntário só ajuda os outros, pense de novo: ele ajuda você a se conhecer melhor, desenvolve habilidades que você não conhecia e pode até se tornar uma profissão!

Recomendo a todos que comecem com uma atividade com que tenham familiaridade. E depois partam para alguma atividade com a qual NÃO TENHAM FAMILIARIDADE. Assim, o desenvolvimento será pleno e você poderá colaborar com uma sociedade mais justa.

Lembre-se da frase do Paulo Lima, do Prêmio Trip Transformadores: “Essa festa só vai ficar boa quando mais gente puder entrar”, ou seja, com inclusão social, acesso à informação e à formação.

Um abraço a todos!

Educação é a base de tudo (6)

Por Andreia Pazzinatto – Santa Maria (RS) – Banco Pessoa Física – Agências

Aos dezoito anos, assim que comecei a faculdade de Administração, eu ainda não trabalhava e então achei ótima a ideia de fazer um trabalho voluntário com algo que eu gostava e dominava: a matemática. Na época não parava de aparecer na TV o projeto Amigos da Escola, no qual pessoas da comunidade, pais de alunos, etc. se candidatavam para ajudar a escola no que fosse preciso: poderia ser contar histórias para as crianças, pintar as paredes do colégio… enfim, como minha mãe era professora de uma escola pública, falei com ela, e para minha surpresa estavam precisando de alguém para dar aulas de reforço de matemática para alunos da sexta e sétima séries, que estavam em dependência nessa disciplina e que precisavam de boas notas para não perderem o ano letivo.

Foi uma experiência maravilhosa, diariamente eu preparava as aulas, listas de exercícios e avaliações. E foi um grande desafio também, pois todos ali tinham horror à matemática.

Cada melhora, cada novo aprendizado e descoberta daqueles jovens, que tinham entre 12 e 14 anos, era muito gratificante pra mim. Muitos chegaram a dizer que passaram a gostar da matemática.

Pena que só durou oito meses, pois logo comecei a estagiar em uma empresa durante todo o dia e com o coração apertado tive que me despedir. Passados uns seis anos mais ou menos, já trabalhando no banco em um PAB dentro da Academia Militar em Resende-RJ, estava eu responsável pela abertura de contas dos novos recrutas que estavam se alistando no quartel e, no meio daqueles homens já adultos e fardados, duas faces me pareciam bem familiares e não me contive em perguntar se tinham estudado em determinado colégio. A resposta veio em coro: “Sim, e a senhora foi nossa professora!”. Meus olhos se encheram de emoção na mesma hora. E descobri que um estava cursando faculdade de Psicologia e o outro Direito, ambos no curso noturno e que a matemática nunca mais foi um problema para eles depois das aulas de reforço. É muito bom saber que pude ajudar de alguma forma esses jovens. Não tem preço esse sentimento.

Sentindo na pele: histórias contadas, histórias vividas! (3)


Por Sheila Ribeiro – São Paulo (SP) – Área de Crédito ao Consumidor

Ao contar minha história de trabalhos voluntários, conto a história de muita gente misturada à minha, pois a cada trabalho realizado acrescento à minha vida um pedacinho da vida de cada um dos que entro em contato.

Lembranças de histórias lindas, emocionantes, felizes e tristes fazem parte de minha memória. Contarei uma delas.

Participei do Sábado Voluntário Itaú, na comunidade Jardim Vale das Flores (SP). O dia amanheceu muito ensolarado, como dando saudações e boas-vindas a mim e aos demais colaboradores voluntários. No caminho para a comunidade, conversávamos no ônibus sobre o que iríamos encontrar e quais pessoas poderíamos ajudar. Mas cada experiência de voluntariado é única.

Bom… O primeiro desafio que encontrei foi enfrentar os mais de setenta degraus que me separavam da comunidade e da recreação com as crianças. Ao chegar ao último degrau, ufa… tive que recorrer à minha “bombinha de asma”, pois o ar já me faltava.

Nós nos dividimos por tarefa, alguns voluntários foram realizar pequenas reformas nas casas de pessoas com mais necessidades e eu e outros demais voluntários nos dividimos nas barracas de brincadeiras espalhadas pela rua. Uma a uma as crianças iam aparecendo, até que em menos de duas horas já não podíamos contar quantas eram.
Na barraca da pintura de rosto, ouvi frases como: “Tia, pinta no meu rosto uma borboleta, um leão, uma aranha, o símbolo do meu time, o nome do meu ídolo, pode ser o meu nome mesmo…”. E as crianças saiam sorrindo e exibindo suas tatuagens de mentirinha.

Também recebi pedidos inusitados, e que não consegui atender: “Tia, pinta no meu rosto o meu Pai, sinto saudades dele…”, “Tia, desenha um botão mágico, que dá pra apertar e desaparecer.” Mas logo eu desconversava e sugeria algo mais fácil, um animalzinho ou uma florzinha e com alegria eles aceitavam e sorriam.
Na barraca da contação de histórias, haaaa… que histórias… fascinantes, virei rainha, mosca, elefante, mãe, fada e até cocô descendo pela descarga. Essa era a barraca mais cheia de crianças, de fantasias e de curiosidades. A cada livro, muitas risadas e perguntas interessantes: “Tia, será que o menino vai conseguir sair do buraco?”, “Tia, eu tenho medo de monstro, mas eu nunca vi nenhum monstro, mas eu nem queria mesmo.”, “Tia, eu queria ter um cavalo, o meu vizinho tem um, mas onde eu ia guardar ele?”.

Essa é a magia da contação de histórias, a imagem em ação.

Que dia maravilhoso de pura diversão!

Se me perguntar qual recompensa recebi pelos trabalhos voluntários que realizei, direi que foi algo mais precioso do que o ouro ou a prata, mais raro do que a pérola rosa, mais doce do que o mel e mais reconfortante do que água em dias bem quentes. Recebi o sorriso de uma criança, as lágrimas de um idoso, a esperança da mãe e o obrigada de um pai em meio à dor.

Solidariedade transforma vidas e contagia corações (3)

Por Luana Elen – São Paulo (SP) – Wealth Management Services

Minha história de vida iniciou-se de uma ação solidária. Quando meus pais se separaram, minha mãe viu-se diante de uma situação complicada, com quatro filhos (eu ainda bebê, menos de um ano de vida) para sustentar e criar sozinha. Meus irmãos ainda eram pequenos demais para cuidar de mim e após seguidas tentativas frustradas de conseguir uma babá, uma vizinha ofereceu-se para tomar conta de mim enquanto minha mãe estava no trabalho. Essa vizinha era uma senhora que não teve filhos, morava com seu marido e ambos já tinham idade avançada. Esse casal sempre foi muito generoso e cuidava de mim com tanto carinho que aos poucos eu não queria voltar para a casa da minha mãe. Fui ficando mais na casa deles do que na casa de minha mãe. Como eram vizinhos de porta, mesmo saindo do trabalho e passando a trabalhar em casa, minha mãe ficou sensibilizada por ver o tamanho do carinho que esse casal de senhores tinha por mim e não quis me tirar da casa e dos cuidados deles. Acabamos formando uma grande família, com uma ligação muito maior que a dos laços sanguíneos. Desde muito nova, compreendi que podemos fazer o bem, e que não há pagamento melhor que o sorriso de alguém que foi beneficiado por alguma ação nossa. Minha família era unida pura e simplesmente pelo coração. Eles foram os maiores responsáveis pela minha criação e sempre me ensinaram a fazer o bem e ser solidária com os outros. Sempre que alguém passava por dificuldades eles davam um jeito de auxiliar e aquilo semeou um sentimento de solidariedade em meu peito. Os entitulei de meus “avós” ainda quando pequena e após o falecimento do meu ‘avô’, em 2004, minha ‘avó’ foi ficando com a saúde debilitada. Então trocamos de papel e eu passei a cuidar dela. Ela tornou-se minha criança, assim como eu fui a dela. Foi em 2008, após minha avó enfrentar um problema grave de saúde, que apareceu a primeira oportunidade de ação social, quando por meio de amigos que formavam um grupo de jovens voluntários realizei minha primeira atuação. Fomos a uma comunidade carente, localizada na zona sul, levar recreação, doces e alegria para o Dia das Crianças dos moradores. Foi uma experiência transformadora. Com esse grupo participei de várias ações, realizamos visitas a abrigos, orfanatos, asilos e comunidades, levando recreação, alimentos, roupas, brinquedos, carinho e atenção para essas pessoas à margem da sociedade. Em parceria com outros grupos de jovens, reformamos uma instituição e participamos de vários multirões de saúde, levando conscientização e orientação para os cidadãos. Como voluntária no Itaú Unibanco, já participei das Olimpíadas da Língua Portuguesa, Sábado Voluntário (projeto Arrastão), Projeto Estudar Vale a Pena e da capacitação do projeto Uso Consciente do Dinheiro, do qual ainda não realizei aplicação. Representando a Instituição, participei também da Caravana Meu Bolso em Dia, promovida pela Febraban em novembro de 2010. Durante este ano estive em alguns dos encontros “Voluntários em Questão”, onde pude trocar experiências com os demais voluntários e conhecer novas oportunidades de atuação, bem como trazer meus amigos voluntários de fora do banco para interagir com os colaboradores que realizam ações voluntárias. Dentre todas as ações, destaco o Estudar Vale a Pena, projeto imensamente eficaz, que dá ao voluntário a oportunidade de expor seus conhecimentos e experiências pessoais, com objetivo de mostrar aos jovens que, apesar de uma origem humilde, todos temos possibilidades para conquistar nossos sonhos. Quando vi a oportunidade de atuação fiquei muito empolgada, pois venho de escola pública, entrei no banco por meio do projeto de capacitação e encaminhamento de uma ONG e ingressei no ensino superior pelo PROUNI (Programa Universidade para Todos, do Governo Federal). Queria muito poder inspirar outros jovens, mostrando que só com conhecimento e educação podemos construir um futuro melhor. Ganhei muitos amigos, não só os beneficiados pelas ações de que participei, mas também muitos amigos voluntários e, agora, neste finalzinho de ano que nos resta, já estamos programando para 2011 diversas ações, para que possamos fortificar nossa amizade por meio daquilo que nos uniu e nos traz grande satisfação, o voluntariado. Acredito que essa é a forma mais eficaz de nos transformarmos e entendermos o significado real da felicidade. Quando enxergamos que o pouco que podemos fazer poderá realizar grandes transformações na vida de outras pessoas, com certeza nos tornamos seres humanos melhores e exercemos um pouco do nosso dever, como cidadãos desta sociedade. O trabalho voluntário transformou minha vida desde o início e hoje tem o papel de me mostrar o que eu posso fazer pela comunidade e pela minha família, pois quando estamos diante dos problemas dos outros os nossos próprios acabam tornando-se muito pequenos, perto de tudo de bom que temos e podemos oferecer.

Resultado

  • 1 - Esta Terapia é animal !!! (66)
  • 2 - A festa só vai ficar boa quando mais gente puder entrar (8)
  • 3 - Educação é a base de tudo (6)
  • 4 - Sentindo na pele: histórias contadas, histórias vividas! (3)
  • 5 - Solidariedade transforma vidas e contagia corações (3)