Voluntários usam as férias para por a mão na massa

16/07/2012 14:48



Voluntários do Projeto Rondon
(Crédito: Tiago Sabino/Projeto Rondon)

Em julho, aproveitando o recesso escolar ou universitário, famílias dão um tempo no trabalho e vão viajar e se divertir. Mas há quem aproveite esse período para fazer isso e algo mais, usando as férias para iniciar ou aprofundar um trabalho voluntário. Com isso, conhecem pessoas, ganham experiência profissional e, claro, ajudam o próximo.

É o caso do estudante Fábio Loureiro, de 24 anos. Aluno do quinto ano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), ele vai passar 20 dias em Ipixuna do Pará, município a 205 quilômetros de Belém, realizando ações de desenvolvimento sustentável, saúde preventiva e educação infantil. “É uma forma de devolver o que a sociedade investiu em mim durante a faculdade”, afirma.

Ao longo desses dias, o futuro advogado capacitará agentes de saúde locais, realizará atividades culturais e mostrará o valor do respeito à natureza às crianças do local, que adoram os voluntários.

“Elas se divertem com a gente e os pais gostam bastante da nossa presença, pois entendem que ela vai melhorar a vida de todos. Ainda consigo por em prática muita coisa aprendida na universidade, pois eles nos apresentam problemas que não sabem resolver e aí tentamos ajudar”, exemplifica.

A prática é apoiada pela professora da USP Cíntia Rosa, que também está no município paraense de 50 mil habitantes. Em vez aproveitar os dias de descanso a quem tem direito, preferiu rumar para a aventura com seus alunos. “É uma experiência bastante gratificante, da qual trazemos várias lições”, garante.


Projeto Nacional

Tanto Cíntia quanto Fábio foram ao Pará por meio da Operação Açaí do Projeto Rondon,


iniciativa que leva estudantes e professores universitários a cidades do interior do país para colaborar com o desenvolvimento local. O programa é coordenado pelo Ministério da Defesa em parcerias com prefeituras, universidades e outros órgãos federais. Desde 2005, já reuniu 13 mil jovens nessas missões. Na operação Açaí, 380 jovens de universidades de todo o país percorrerão duas dezenas de municípios paraenses localizados na foz do Rio Tocantins. Em paralelo, outros 300 jovens atuarão em 15 municípios do Tocantins na Operação Capim Dourado.

Para o gerente de operações do projeto, coronel Jesuíno Brito, o voluntariado nas férias é um trabalho que rende frutos para os futuros e atuais profissionais. “A cabeça, ao mesmo tempo em que descansa da rotina, trabalha bastante em prol dos outros e agrega uma experiência que poucos terão na vida. Além disso, é uma boa maneira de se mudar a realidade de locais pobres do país”.



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